Archive for 2010

Do debate presidencial Cavaco-Alegre


     Foi sem dúvida interessante ver um Cavaco Silva aguerrido e que não se ficou sem resposta perante as insinuações do candidato adversário, tal como foi interessante ver a atitude trapalhona à PS entranhada no candidato Manuel Alegre. Continuava com alguma dúvida sobre se o voto seria em branco ou para Cavaco Silva, até Manuel Alegre proferir as seguintes palavras no seu comentário final: «Eu dirijo-me (...) àqueles que se reclamam da doutrina social da Igreja e querem uma sociedade mais justa e solidária». Agora sei que o meu voto vai para Cavaco Silva, para prevenir males maiores.
     Vamos lá ver uma coisa, a doutrina social da Igreja é que cria desigualdades? Então não é este governo "socialista" que diz proteger o Estado social mas só faz o contrário? E ainda ontem deu mais provas disso, quando se constata que a aplicação da taxa moderadora da saúde aos mais desfavorecidos embate contra um princípio muito forte do dito Estado social que é o do acesso universal ao sistema de saúde. Foi precisamente a pergunta que deixou Manuel Alegre sem resposta, ou melhor dizendo, respondeu à PS: enrolou e não disse nada.
     O candidato que se informe melhor antes de lançar críticas à doutrina social da Igreja, porque nela diz (e passo a citar) «Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para – os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social». Portanto, se quer uma sociedade mais justa e solidária, não venha demandar satisfações à doutrina social da Igreja, porque ela nada tem a ver com as injustiças que o governo de José Sócrates criou!
     Fica aqui o resumo do debate para consulta.

30 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Sobre a guerra Jonas-Ensitel



Depois de inundar a blogosfera, Facebook e Twitter, obviamente que já cá faltava o Youtube...

Mais pormenores sobre o assunto aqui e aqui
29 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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O duro fardo de José Sócrates


 Fonte: BLASFEMIAS.NET
27 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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"O Véu Pintado", Somerset Maugham

     Este romance clássico de Somerset Maugham retrata a história de amor, passada na primeira metade do século XX, de um jovem casal britânico, Walter e Kitty, que se casam pelos motivos errados. Kitty é uma mulher da alta sociedade e Walter é um médico da classe média.
      Ao se casarem, mudam-se de Londres para Xangai, onde Kitty conhece o homem que vai encaminhar o seu casamento para as ruas da amargura: Charles, homem da alta sociedade e político. Ao descobrir que Kitty o traíra, Walter aceita, num pacto de vingança, um trabalho voluntário numa aldeia remota da China que estava infestada por uma epidemia de cólera e leva Kitty consigo, na esperança de que a ordem natural das coisas poria termo à sua vida.
     Contudo, a viagem acaba por ser libertadora, traz novo significado à sua relação e à sua essência. À medida que o tempo passa, ambos crescem como pessoas e evoluem, também devido à catástrofe que os rodeia, e é então que o amor que nunca tiveram em comum se vai transformar numa grande prova de amor e solidariedade.
26 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Natal


João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt


     A crise era séria, profunda, duradoura. Herodes, fascinado pelas obras públicas, oprimia o país com impostos. Depois do embelezamento grandioso do Templo, vieram as fortalezas, Masada e Herodium, e as novas cidades Cesareia Maritima e Mamre. A dívida externa crescia e o Império Romano ameaçava com austeridade ou intervenção directa de um Procurador. O povo, sucessivamente enganado por gerações de dirigentes, já não acreditava em nada. Israel sentia-se confuso e desorientado.

      Pior, estava desanimado, deprimido, não via saída.Foi então que «o povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (Is 9, 1). A solução veio do Alto, inesperada, explosiva, desconcertante, ultrapassando infinitamente o problema do momento. Não surgiu na capital, no palácio, na monarquia, mas num cantinho obscuro, um estábulo com uma manjedoura a servir de berço. Foi anunciada nos céus mas só os que estavam calados puderam ouvir.

      A nossa crise é séria, profunda, duradoura. Mas acontece depois daquele nascimento. Acontece depois de estarmos salvos. O Senhor já veio e ficou connosco. Neste Natal não temos de esperar por Ele. Ele é que está à nossa espera. A ver se desta vez ouvimos finalmente o que então se disse no céu: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor» (Lc 2, 10-11). Hoje como então, a solução dos nossos problemas não está na capital, no palácio, mas no estábulo iluminado.

23 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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"A Origem" (The Inception)

video 

Argumento original e banda sonora bastante boa...
21 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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O que o tempo leva


   Queria novamente abrir os braços e sentir: dias brancos, inteiros, unidos como um só momento.

   Nos teus olhos límpidos reflectiam-se as mais belas e fundas paisagens. A praia onde não havia vestígio algum de impureza. A brisa beijava a tua face e libertava o teu sorriso no ar, fazia-lo presente em cada coisa. A memória de ti calma e antiga. O canto dos passarinhos prometia uma manhã futura, límpida e pura. Por vezes dormias embalada pelos segredos do mar, e aos meus ouvidos o vento fazia promessas sem igual, enquanto penteava o teu cabelo.  As imagens viviam, e tu cantava-las libertadas.

   E tudo parecia tão puro e simples. Tão natural. Como a sombra das folhagens nas paredes dançando  sacudidas, as gaivotas com a boca colada ao horizonte, ou tão somente a felicidade de uma alga por ser tão verde. Gestos que só a noite detinha, quando as horas levavam a luz pelas falésias. Momentos onde as coisas eram uma intimamente, como no seio morno da tua mão, longa de desejo, prometendo eternidade.

   Nostalgia do secreto murmúrio de cada imagem. Encontros de pele, de ideias, de atmosferas, flutuam como nuvens para o paraíso do esquecimento. Confronto-me agora com a falta que eles me fazem.

   Tão efémeras, mas tão marcantes, as cumplicidades radiosas. 

19 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Soltas

«Sometimes a scream is better than a thesis»


Ralph Waldo Emerson

11 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Nada é certo


Num momento estavas, e hoje não estás já. Fugiste com o Sol pela calada, com a velha música pelo tempo abalroada, e o que outrora era em mim feliz deixou de o ser agora.

Que azul tinha o céu? E o jardim, tinha flores? Não me lembro, partiste e levaste essas memórias. São estilhaços dispersos num mar turbulento. Já não tenho esse passado, e o que sobra é um sonho que está triste.

Não sei o que é, nem a minha alma consente que eu saiba bem. O que chora minha amarga ansiedade está bem para além da saudade.

Mas não quero saber, só quero dormir sossegado.


04 dezembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Inverno da alma

   
   Olho esvaído de horizonte para o céu cerrado, em busca do sol há muito debelado. Estou cansado até às raízes de mim. Na varanda, só o vento passa, e olha-me de esguelha quando passa, toma-me em seus adros de vazio. Há qualquer coisa no ar que me gela e me afasta. Não ouço nada, cidade silenciosa, ou estarei surdo? Nem o aroma das árvores puras sacudidas pela chuva, esse também partiu há muito atrás. Não sinto nada, como se toda a emoção petrificada rendida ao comando do frio. Então espero, por uma espécie de silêncio que nunca chega cedo, mas não sei se é silêncio o que devo procurar. Vou em busca da luz que enche a terra de miragens, perfeito acorde para a minha alma.


   Mas tu derrotaste-me, como não pude ver? Venceste injusta, pois se eu tinha em mim a razão de ti. Esperei em vão, no ponto onde o silêncio e a solidão se cruzam com a noite e o frio. Tanta luta, quando tão nítido, tão preciso, o vazio. Sentença irrefutável. Agora pareces breve, entre os dias apressados mal dormidos. Fugazes imagens, tão mudas que ao olhá-las parece que fechei os olhos. Estou cansado até às raízes de mim. Pesado e denso, de obscura respiração, triste inanimado. Leva o meu corpo, mas deixa minha alma alada.

30 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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"Até ao fim", Vergílio Ferreira


Nesta obra, Vergílio Ferreira explora a temática da morte enquanto atentado à vida doloroso e difícil de entender. O protagonista, Cláudio, relata-nos a trágica história da sua vida de casal com Flora e o seu jovem filho Miguel, que mais tarde se revela viciado em droga e morre num tiroteio duma operação policial. Entendendo o ser como parte integrante de uma ordem universal, aceitando a condição humana limitada mas ao mesmo tempo desejando o infinito ou a imortalidade, Cláudio combate a fatalidade do destino do seu filho com tentativas de racionalização dos acontecimentos e mergulha-nos gradualmente numa planópia de sentimentos contraditórios e divagações filosóficas, ao mesmo tempo que aponta e reflecte sobre a beleza e peculiariedade da natureza, particularmente do mar, e do quão pequenos e maravilhosos somos aos olhos desse mundo cruel em que vive.


«Nada vale a opinião que se tenha porque tudo é um erro»

«Eu disse que o sentir era hipócrita? Não é verdade. É o que está mais próximo do ser. (...) Mas só as palavras o esclarecem, só nelas o sentir é verdade assumida. Gosto de me assumir em tudo o que sou»

«Há um limite da lógica, há um limite da aceitação. Para lá tudo é possível admitir-se. É onde as duas começam e o maravilhoso e a crendice. Onde a suma inteligência convive com a suma estupidez. (...) Onde o homem se renega e tem vez o curandeiro»

«A felicidade não se mede pela quantidade do que nos aconteceu de agradável, mas pela quantidade de nós que responde ao que acontece»

«Há um mundo de coisas de permeio entre a infância e agora e tu não estás lá. Porque a certa altura, deves sabê-lo, um pai deixa de entrar no jogo das coisas reais e passa para a mitologia. É quando ele é adorável na sua ficção»

«Sentia-me violentamente ofendido, mas não o mostrava. Porque sentirmo-nos ofendidos é afirmarmos a eficácia de quem nos ofende. Só o podemos mostrar quando a nossa dignidade está em causa. Mas só o está quando a importância do outro é inegável»

«Há assim uma luta entre a agitação de imaginar-te e a travagem de estar ali no teu limite. Mas a imaginação é mais forte, transborda para além de ti. Depois volto a ver-te para tudo ser real»

«O que é que de essencial eu vim procurar aqui. Ah, se eu soubesse. Porque se eu soubesse, não vinha. A gente só procura o que sabe mas não sabe que sabe, porque todo o saber é mortal. O saber é um vício que quanto mais, tanto mais. A gente quando muito sabe só para que lados fica o saber»

«Uma vida, como é? Uma estrutura de ligações aguenta-nos de pé. Por isso na velhice, uma solidão até ao absurdo de si e depois é só cair»

«Ter certezas é ter também força para as ter - quantos não têm só a força sem aquilo a que aplicá-la? Porque ter força é que é. É um modo de ser temperamental e o resto é pretexto para o temperamento. (...) São os tipos exemplares não da doutrina que professam mas da energia com que a defendem»

«O grande problema de um autor é o da sintonização do autor. É assim. Entrar no jogo é difícil. Abdicarmos de nós é dificílimo porque nós somos mais do que o universo, que é só uma fracção de nós porque nós somos nós e ele»

«A dor dói sempre o mesmo, a diferença está em nós»

«Porque escrevo? Porque gosto de fazer, de me realizar numa obra, de haver futuro para mim, de visitar o encantamento, de descobrir o mistério do real»

«Não há mais verdade do que o sol e o mar»

29 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Highlights da Cimeira da NATO



Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Já que vêm cá a Portugal, não se importam de nos dar uma mãozinha?

Adeptos encarnados pedem entrada do FMI no Benfica

Fonte: Inimigo Público



A hecatombe do Benfica no Estádio do Dragão foi tal que os adeptos encarnados não vêem outra solução que não seja a providencial entrada do FMI no clube para o salvar da perdição.

Os adeptos encarnados esperam que os senhores do FMI aterrem em pleno Estádio da Luz, montados na águia Vitória, obrigando Jorge Jesus a aceitar duras medidas de austeridade, como vender uma dúzia de jogadores, de maneira a jogar sempre com os mesmos e não ter Sidneis e Gáitans para sacar da cartola quando menos se espera. Tal como Teixeira dos Santos admitiu pedir a intervenção do FMI se os juros da dívida pública chegassem aos 7%, Luís Nazaré admite a entrada do FMI no clube quando o Benfica tiver 7% dos pontos do FC Porto no campeonato nacional, o que já esteve mais longe. 


MEDIDAS DE AUSTERIDADE EXIGIDAS PELO FMI AO BENFICA


• Vender activos do Benfica que não estiveram ao seu melhor nível contra o FC Porto, como o Sidnei, o Gáitan e o árbitro Pedro Proença; 

• Manter apenas um comentador afecto ao Benfica nos programas desportivo da TVI 24, em vez de serem todos, incluindo o moderador; 

• Vender o Benfica TV ao senhor Nuno Cabral de Montalegre que ganhou o Euromilhões;

• Vender o jornal “A Bola” ao senhor Paulo Castro da Amareleja que acertou na Raspadinha;

• Rentabilizar o David Luiz em anúncios a shampoos desembaraçantes com manteiga de Karité; 



OBJECTIVOS EXIGIDOS PELO FMI AO BENFICA

• Reduzir o défice de golos num único jogo para 4% dos golos sofridos no FCPorto-Benfica; 

• Estabilizar o valor das acções da Benfica SAD, deixando o Jorge Jesus enfiar tantas pastilhas-elásticas na boca que nem consiga abri-la para explicar as suas tácticas aos jogadores; 

• Aumentar as exportações, vendendo o treinador ao primeiro clube do meio da tabela do campeonato espanhol que o quiser;

• Ficar em segundo lugar na fase de grupos da Champions League, amealhar o prémio monetário e não comparecer nos dois jogos dos oitavos-de-final, de maneira a, conforme determinam os regulamentos, perdê-los apenas por 3-0; 

• Substituir o Jorge Jesus pelo Rui Santos, o Medina Carreira do futebol. VE

21 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Certamente, muito progressistas...



Fonte: O Insurgente


Neste site, os certamente muito progressistas Pete e Alisha colocam à votação dos visitantes a opção de continuarem a gravidez de Alisha ou abortar. Próximo passo será um reality show. Mais um avanço civilizacional do Ocidente.

20 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Chiara "Luce" Badano


A história de uma jovem de 17 anos à qual foi diagnosticado um osteossarcoma com múltiplas metástases. Em vez de se enclausurar no seu sofrimento, abriu o seu coração a Deus e, em 25 minutos de oração, deu-lhe o seu sim. Desde aí, toda a sua vida foi um incrível testemunho de serenidade e alegria. Um exemplo para os jovens de aceitação e entrega a Deus.

Chiara "Luce" Badano foi beatificada em Setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI.

Já existe um filme sobre a vida dela e brevemente sairá nas livrarias a sua biografia traduzida para português. Um grande testemunho de vida que não podemos deixar passar em branco.
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Simplex

18 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Elio Pecora - Confidência


Atravessar a dor
como um quarto escuro
contando os passos, os fôlegos.
Procurar no fechado
um buraco, uma fenda,
para que não seja memória
mas presença
naquela ausência a luz.

À saída saber
que é preciso voltar.
E a alegria ainda
à espera do assalto.




Elio Pecora
in Poemas Escolhidos

15 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Pavlov's Dog - Julia

Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Noite



  O negrume da noite desce pelas ruas, elas começam a vir ao de cima mais visíveis. Olho em baixo os carros que as transpõem, e em cima algumas estrelas, obstinadas, duram. Noite tenebrosa, vozes de epopeia, num céu denso e escuro. Olho o invisível dela, que é o que é maior e me fascina. Está todo no que vejo, mas não está. Penso-a em pé, voltado para ela. Há um diálogo dela com a minha alma e eu ouço. É uma voz oculta sob o rumor audível, que fala do tempo e do incognoscível das coisas. O tempo ressoa a todo o espaço e ela ergue-se mais alta assim por sobre o rumor. E é como se convergindo para ali todas as minhas interrogações, mesmo as que nunca interrogaram, mesmo as mais imprecisas. Sinto-me sucumbido à quietude inóspita que a assombra. Há a revelação de não sei o quê, e está em ti. Mas não responde, está ali, no centro da minha fascinação. Não diz, está apenas. Como um muro, embato contra ela, e o que estremece em mim hesita desorientado como um animal encurralado. Pequeno eu, face à tua imensidão. Ouço a toda a amplidão o rumor abstracto do meu medo.

   Apoio-me no muro e escuto o seu estrondo silencioso, o marulhar da inquietude da alma mergulhado no indefeso do frio do corpo. Inspirei, ergui os olhos ao horizonte, e não vi nada. A luz vaga permaneceu. O grito adormecido da civilização frenética subjugou-se ao seu termo. As linhas do meu desassossego desvaneceram, tal qual mar se entrega à areia. De súbito, já não tinha medo. Senti apenas a brisa da noite, que me tocava a cara. "Tu estás aí". Extraordinário como a companhia ou protecção nos pode vir donde não esperamos.


14 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Hi5 azul e branco!

08 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Choque tecnológico

06 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Ainda bem que o BE não chega ao poder







Acabei de assistir a um debate na RTPN entre Nuno Melo (CDS-PP) e Joana Amaral Dias (BE) com um só pensamento na minha cabeça: o que se passa na cabeça dos deputados do Bloco de Esquerda?

Primeiro, a Joana Amaral Dias atreveu-se a comparar a economia portuguesa à do Japão... São só o oposto minha senhora, uma vive da importação e a outra aposta na exportação e no investimento mundial.

Depois, em discussão sobre a fiscalização do rendimento social de inserção, concluiu-se do discurso da Joana Amaral Dias que a senhora acredita que o criminoso que anda a assaltar de faca na mão é merecedor desse subsídio.

Às vezes dou um murro a mim mesmo de tão incrédulo que estou. Estas pessoas existem mesmo?

05 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Ser anti-benfiquista

01 novembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Sonho


Segredos escondidos no aposento secreto do coração.
Rostos e desejos espalhados de cada vez tentar um igual percurso.
Grito curto, abrasado, dentro de quartos fechados.
A voz ténue me levando através das neblinas.

Em ti as palavras ditas se dissolvem.
Um fim que quer passar por um começo,
onde a Lua surge redonda e nos distrai.

Não vejo, não escuto, enveredo
por um longo caminho, sem mapa
– Agora, promete-me ser eterno –
e não deixo sinais para voltar.


NMG

31 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Momento muito difícil que o país atravessa no plano ético

30 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Por este andar havemos mesmo de chegar a este ponto...

Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Continua o ataque às famílias


É isto o Estado Social?

CDS pede apreciação parlamentar do decreto que corta no abono de família



«“Retirar o abono de família a pessoas que recebem 629 euros por mês é algo que demonstra uma política anti-social, anti-família e anti-natalidade. Para o CDS é fundamental que, quem tem filhos em idade escolar e recebe pouco, possa ter um complemento por parte do Estado, que o é o abono de família”, contrapôs Pedro Mota Soares.

Pedro Mota Soares disse mesmo não compreender “como é que um Governo que tantas vezes enche a boca com o Estado social adopta medidas como esta, ou como outra que retira o 13.º mês às pessoas mais pobres, que recebem abaixo do salário mínimo e que têm filhos em idade escolar”.»


26 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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O que é pior que o (utópico) Socialismo?



Portugal tem 3º menor crescimento da década no mundo


«Portugal teve o terceiro menor crescimento económico do mundo na última década (6,47%), ganhando apenas à Itália (2,43%) e ao Haiti (-2,39%), numa lista de 180 países publicada pelo El País com base em dados do FMI.» 
(ver artigo completo)


A resposta é simples:
 


O "Socialismo" de José Sócrates.O so-called "Estado social" que rouba os mais pobres e fortalece os mais ricos. O governo de dois mandatos à deriva, sem  qualquer estruturação de ideais. O monstro sugador de riqueza do Estado. A estratégia política da queima-roupa.

Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Direita coerente

23 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Mar



Porto Covo
Olho o mar, fascinado pelo seu mistério. De que nasce o seu mistério? Tem a grandeza cósmica dos milénios, é absurdo no gratuito de ser e se agitar, tem o terror preso de um leão numa jaula. E sobrepõe ao seu mistério o mistério da noite. E tudo o que nele cresce vai do que em mim diminui. Estou sozinho em face dele, defronto-me só com ele e o mistério que o torneia, e assim a sua imensidão é maior. Olhei o mar, mas o dia não se tinha esclarecido mais, apenas um frio mais marcado na humidade mortal do meu corpo.
Em que estás a pensar?
O seu rumor imenso, ouço-o da distância, procuro-o entre as últimas estrelas. Pequeno eu, face à sua imensidão. Obstinado, cavernoso, ouço-o. Mas o mistério deve preservar-se, para salvaguardarmos o respeito e o medo, haver ordem no mundo.  Sento-me, e o seu estrondo cadenciado, depois o seu marulhar, fervorosa ressonância, segreda-me, um aroma acre a fertilidade.  Respiro-o fundo com a vitalidade da manhã, rejuvenesce-me, percorre a ramificação do meu ser.
Em que estás a pensar?
Estou à espera que o dia nasça, espero que tu surjas e me reveles o mistério do mar. Espero pelo toque da tua mão. E então mergulharemos nas águas, e renasceremos de dentro delas. Como novo mistério, o sentir. Duas pessoas, uma. Porque o sentir é o que está mais próximo do ser.

20 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Uma vitória pessoal

16 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Ou faz-se de ingénuo ou faz dos outros uma cambada de parvos


«Existe um certo preconceito no poder judicial. Alguns magistrados não aceitam muito bem a maçonaria. E, com medo que a opinião publica os condene - baseada naquela ideia de que a maçonaria é como uma instituição tentacular, uma espécie de polvo, que controla as instituições de todos os poderes, o que é inteiramente falso - não o assumem. Isso pode criar desconfianças, suspeitas dentro do poder judicial relativamente à condição de maçon de determinado juiz ou procurador. Por isso a maioria prefere não revelar.»

António Reis


09 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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O melhor regime


Se o melhor regime for definido como aquele que um - talvez o mais sábio, o mais forte, ou o melhor - deve governar, então esse um pode, segundo a definição do melhor regime, entregar o poder a alguns ou a todos, dado que é a ele que cabe decidir ou governar. Chegamos então a um paradoxo: uma decisão conforme à definição de melhor regime conduz à destruição desse mesmo regime. Este paradoxo ocorrerá qualquer que seja a resposta à pergunta «quem deve governar?» (um, alguns, ou todos reunidos em colectivo) e decorre da própria natureza da pergunta - que remete para uma resposta sobre pessoas e não sobre regras que permitam preservar melhor o regime.

Estes pressupostos vão então decorrer da resposta a outro tipo de pergunta: não sobre quem deve governar, mas sobre como evitar a tirania, como garantir a mudança de governo sem violência. O meio para alcançar este objectivo residirá então num conjunto de regras que permitam a alternância de propostas concorrentes no exercício do poder e que impeçam que, uma vez chegadas ao poder, qualquer delas possa anular as regras que lhe permitiram lá chegar.
07 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Frei Fernando Ventura sobre a situação do País

06 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

5 de Outubro de 1143



Em 1143, em Zamora, na presença de um delegado do papa, o cardeal Guido de Vico, Afonso VII, rei de Leão e Castela, reconheceu o primo seu vassalo Afonso Henriques como rei. Mas, para o monarca leonês e castelhano, que se havia proclamado imperador em 1135, tal reconhecimento não significava uma dissolução do vínculo vassálico entre os dois. Afonso Henriques seria rei, mas subordinado ao seu imperador. A visão do rei português era, claro está, diferente. Ao mesmo tempo que foi reconhecido pelo primo, o monarca português prestou homenagem ao papa Inocêncio II, dispondo-se a pagar-lhe um censo de quatro onças de ouro anuais e afirmando que o considerava como seu único senhor. Excluía, portanto, qualquer espécie de subordinação a Afonso VII. Na conferência de Zamora, assina-se, portanto, a paz definitiva, e é reconhecida finalmente a independência de Portugal.

Foi precisamente no dia 5 de Outubro de 1143 - há 867 anos - que Portugal foi considerado formalmente um Estado Independente, através do Tratado de Zamora. E, por isso, do ponto de vista histórico e jurídico, a data da nossa fundação – do nascimento de Portugal. Todos os países evoluídos do mundo comemoram a sua fundação, e essa sim é motivo de festa, de orgulho, de coesão nacional. O Estado português comemora, no entanto, a implantação da república portuguesa: um regime imposto aos portugueses por um golpe de estado feito contra a vontade do povo e do qual se aproveitaram organizações criminosas como a maçonaria, que dois anos antes tinha dado ordens para o assassínio do Rei D. Carlos I de Portugal.

Com o golpe de estado de 1910, Portugal enveredou por um caminho em que gradualmente perdeu a sua identidade histórico-cultural, onde a tradição cristã da qual somos herdeiros se desvaneceu sob o domínio  desta III república que putrefaz em cada amanhã que nasce sob as cores vermelha e verde (esteticamente indefensáveis e ainda mais eticamente), o qual culmina hoje com a profunda crise de valores e de identidade que assola o hastear da bandeira portuguesa.


No nosso tempo, a Democracia é a parede-mestra de todos os regimes do mundo ocidental. Em Portugal porém, o regime republicano faz uma apropriação descabida da palavra Democracia. A fundamentar esses "direitos de autor", os opositores da Monarquia disparam a não-elegibilidade do Chefe de Estado nas Monarquias e portanto a perda de poder de escolha por parte do povo sobre "quem manda". Ora, como quem "manda" não é o Chefe de Estado, (Rei ou Presidente da República) mas sim um colectivo de ministros que governa liderado por um Primeiro-Ministro, este argumento morre à nascença. Ao Chefe de Estado (de todo confundível com Chefe de Governo) competem as funções de diplomata número 1 do seu país, de símbolo vivo da nação, elemento de equilíbrio e estabilidade. Um rei, pela vantagem de tomar posse ad mortem, desempenhará estas tarefas naturalmente e com facilidade: um longo reinado permite a consolidação duma forte carreira diplomática através do prestígio pessoal do monarca. O rei garante tradição e valores da nação, institucionaliza-se como símbolo do legado e da história nacional e, "reinando-não-governando", vigia a rotação dos governos cujas acções e políticas, tal qual um gestor experiente, refreia ou estimula. “Juízes nascem, advogados fazem-se". Um Presidente da República, por melhor que seja, jamais presta grandes serviços: a limitação cronológica do cargo permite-lhe apenas aquecer a cadeira.

Citando D. Duarte Pio de Bragança, «Faz todo o sentido comparar o progresso das Monarquias Europeias de hoje, com o nosso atraso por sermos uma república».

05 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

U2: eu fui!


01 outubro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Decida-se lá: vai-se demitir ou não?

Não sei se isto me envergonha tanto quanto me diverte e me deprime.



Seguiu à risca o conselho do seu bom amigo: "Spique in béd inglish".
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Mais uma machadada na Educação


De acordo com o "Diário de Notícias", «há escolas que estão a recomendar um dicionário com palavrões aos alunos do 1º Ciclo», constando na lista de material necessário ao decorrer deste novo ano lectivo. Este dicionário já existia, mas este ano, revela a Porto Editora, por motivo desconhecido, está a ter mais procura por parte das escolas. A Confederação Nacional das Associações de Pais já se manifestou contra esta medida, considerando «uma riqueza típica de um país tão pobre».
O Dicionário Básico de Língua Portuguesa, da Porto Editora, que custa €5.50, apresenta palavras como "c..." (órgão sexual masculino), "c..." (órgão sexual feminino) e "f..." (acto sexual). Já circula entre os alunos que frequentam o 1º ciclo do Agrupamento Vertical de Escolas Cetóbriga, em Setúbal, originando a indignação dos pais e dividindo os docentes.
Segundo o Ministério da Educação, a escolha das publicações inscreve-se no quadro de "independência das escolas", sendo que o dicionário «não pode ser censurado porque os vocábulos existem».

 Fonte: SOL

Até dá vontade de comprar e levar tal dicionário, defendido por alguns professores, para as reuniões de Encarregados de Educação, para usar todos esses ditos "vulgarismos" quando se discutir com o professor o desempenho dos filhos.
Há quem diga que não entende o problema de o dicionário conter este tipo de linguagem, que as palavras existem e pronto; não são maldosas, a maldade está em quem as diz. Quando tiverem um filho que mande os pais, tios e avós à p.........., é bom que não levem a mal, não o chamem à atenção nem o castiguem, porque supostamente faz parte do nosso vocabulário.
Uma escola a incentivar o uso deste tipo de linguagem? Se a Educação em Portugal já se adivinha deficiente, não tarda muito e chega à insanidade.

22 setembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Pete Murray - Better Days

20 setembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Como se vêem os jogos no BenficaTV...

Como bom portista que sou, não podia deixar de assistir ao derby da capital. Eis o meu único problema: o jogo não ia ser transmitido em qualquer um dos quatro canais. Forçosamente, e porque o meu pacote de televisão por cabo oferece esse canal, experimentei (com algumas reticências) ver o jogo no BenficaTV. E o que este canal disponibiliza aos seus assinantes é nada mais nada menos do que isto:


Subscrever este canal para ver os comentadores a comer e a beber? Ver uma representação informática do jogo com bolinhas vermelhas e verdes a correrem dum lado para o outro?

Até os jogos de computador oferecem melhores condições (e só se pagam uma vez)!
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Uma saga deveras... irritante?

18 setembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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'A Igreja no Tempo', D. Manuel Clemente


Este pequeno livro, escrito pelo actual bispo do Porto, D. Manuel Clemente, apresenta-nos uma síntese histórica absolutamente esclarecedora e agradável de ler do que foram os dois primeiros milénios do Cristianismo no Mundo, desde a pregação apostólica - o primeiro movimento evangelizador - até ao apelo do papa João Paulo II à «nova evangelização».


 Expõe-nos o autor que, independentemente das circunstâncias que a Cristandade habitou, é sempre a mesma mensagem que, com vigor sempre renovado, a Igreja propõe ao mundo, pedindo adesão vital a Jesus Cristo. Porque, citando João Paulo II, «a fé e a razão são como duas asas, que elevam o espírito humano até à verdade de que não pode dispensar-se», e as sociedades devem adoptar essa verdade universal sobre a qual possam edificar a sua integridade e se unificar.

09 setembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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A táctica para a crise desportiva

Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Sorriso de Deus



Eram sete horas, o sol se punha. Recostado no velho banco habitual, serenado pela brisa que orquestrava as ondulações das folhas das árvores, tomei o livro e entrei no meu mundo.

Eis que tu surges, do inesperado. Corrias alegremente com o teu jeito desajeitado, de braços bem abertos, na direcção que há muito te foi ensinada. Desde logo captaste a minha atenção. Os teus olhos fulguravam, o teu sorriso encetava esse belo fim de tarde, imprevisivelmente ameno, de Verão. As tuas gargalhadas apressadamente povoaram toda a inóspita rua e, numa reviravolta imperceptível, ela ganhou ânimo, vida. Quem passava desinteressado, acostumado com essa fria realidade intemporal, repentinamente se viu seduzido por esse pulcro som, como imprevisível tomada de posse. Orlas de alegria, tu proclamavas!




Porém, algo em teu redor se desajustou, e indignada demandaste a tua condição. Cândido é aquele que aspira resistir à tua doce e ternurenta voz! Efémeras foram as palavras por ti proferidas, sem sentido até. Mas, por serem tuas, nos corações cercanos desaguaram, e aí permaneceram, enquanto a alma deleitosamente as saboreava.

Voltaste a sorrir e conquistaste-me: com o teu terno e puro olhar, que me sacia de esperança; o teu riso, que se faz música para os meus ouvidos; a expressão das tuas mãos, de quem indaga o seu porto de abrigo. Tão pequena e frágil, venceste e desconsertaste-me. Fosse a tua singular beleza? Não, bastou-te um sorriso para eu cair no teu encanto, para desfazeres o meu abstraimento perante o mundo. Com esse tão próprio sorriso, a felicidade da tua alma voou até ao meu coração.

Assim iluminaste o meu dia, adorável criança, e lhe deste novo alento. Como um só sorriso findou um dia tão desadornado...! Um singelo e sincero sorriso. Um verdadeiro sorriso de Deus.

08 setembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Soltas...


«Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir»


 George Orwell, in 1984

Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Isn't it ironic?





Benfica contrata o guarda-redes Roberto pela módica quantia de 8.5 milhões de euros.

No jogo de pré-época FC Sion vs Benfica, o Benfica perde por 2-1 com dois 'frangos' de Roberto. (link)

No amigável Vit. Guimarães vs Benfica, Roberto sofre mais dois 'frangos'. (link)

Na partida da Supertaça Cândido de Oliveira, disputada entre FC Porto e Benfica, o FC Porto vence por duas bolas a zero, com um 'frango' de Roberto. (link)

No jogo da Liga ZON Sagres Nacional vs Benfica, o Benfica perde por 2-1, novamente graças a dois 'frangos' de Roberto. (link)

Luís Filipe Vieira e Rui Costa reúnem-se para solucionar o problema da cedência/empréstimo/venda de Roberto e consequentemente da contratação de um novo guarda-redes.

No jogo Benfica vs Vit. Setúbal, Roberto perde a titularidade para Júlio César. Este é expulso por cometer uma falta sobre o jogador adversário. Roberto entra em jogo e defende a grande penalidade. (link)

Luís Filipe Vieira, após a exibição de Roberto marcada pela defesa do penalti, abandona a ideia de substituir Roberto e devolve-lhe a titularidade.

No jogo seguinte, Vit. Guimarães vs Benfica, com Roberto a titular na baliza, o Benfica perde por 2-1, com mais um 'frango'. (link)


É caso para dizer: Obrigado Vieira!


06 setembro 2010
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Haja paciência!


Domingo, dia 5 de Setembro de 2010. Preparado para analisar o frenesim político da semana que passou,  no jornal "Sol", eis que observo em destaque na capa do jornal: «Governo quer legalizar transexuais no registo civil». Transtornou-me! Com tantos problemas por resolver no país, ainda há tempo para pensar em medidas destas?

Vejamos.


No Ensino...

Degradado. Apenas 11.6% da despesa pública financia a educação (média europeia é 13%). Cortes na despesa na educação levam ao fecho de mais de 701 escolas do primeiro ciclo - dez mil alunos em processo de reordenamento territorial - que mais agrava a desertificação do interior do país. Criação de mega-agrupamentos, para baralhar o esquema. Despesas em livros escolares a aumentarem a cada ano que passa. Quarenta mil professores no desemprego, número superior ao do ano passado. Avaliação facilitista dos alunos. Antepenúltimo lugar europeu no que toca à percentagem da população que completou o ensino secundário.

Na Economia...

Estourada pelas costuras. Défice orçamental é o quarto mais elevado na zona Euro. Crescimento da economia inferior em 0.2% ao esperado pelo Governo. Importações excedem em massa exportações.  Entre Janeiro e Março de 2010, 1.209 empresas portuguesas pediram insolvência, uma média de treze empresas por dia que cessam actividade. Despesa pública que corresponde a quase 50% do PIB. Carga fiscal elevadíssima, a mais alta de sempre, uma das cinco mais altas da Europa. Cortes nas deduções fiscais em bens de primeira ordem. Milhões gastos em obras públicas, quando esse crédito deveria ser canalizado para o apoio das PMEs. Ausência de meios eficazes para combater a fraude fiscal. Bancos com taxas de juros sobre empréstimos altíssimas.

Na Justiça...

Corrompida. Desculpa-se o criminoso, culpa-se a sociedade, ignora-se a vítima. Processos que prescrevem graças a recursos infindáveis, leis mal formuladas e/ou adaptadas à realidade, julgamentos lentos, burocracias  morosas que se arrastam pelos tribunais até caírem no chão e serem esquecidas. Código Penal requer urgente reforma.

Na Saúde...

Negligente. Hospitais impedidos de contratar profissionais de saúde. Aumento dos juros sobre os pagamentos em falta às empresas farmacêuticas. Maternidades e urgências encerradas. Pobre fiscalização do sector privado.

Na Política...

Guerra Fria. Orçamento de Estado sem acordo possível, há meses em discussão. Instabilidade e agitação política por falta de competência para governar em minoria parlamentar. Presidente da República impávido e sereno, na tentativa de assegurar mais um mandato, que se não fosse pela divisão de candidatos à esquerda há muito havia sido perdido. Ameaças de revisões constitucionais. Falta de entendimento entre partidos. Governo diz-se socialista, eu recomendo-lhe o livro "Socialismo para totós".

Na Sociedade...

Amedrontada. Pensões reformistas ameaçadas pelo envelhecimento da população. Ausência de medidas de apoio à natalidade, nomeadamente benefícios fiscais. Recorde histórico de 10.8% de desempregados, correspondente a meio milhão de portugueses: por dia, em média trezentas e dez pessoas vão para o desemprego. Promoção das uniões de facto, criando descrédito no casamento. Salário mínimo de 475€. Taxa de criminalidade das mais elevadas na Europa. Juros elevadíssimos no empréstimo para habitação.


E mesmo debaixo de tremenda miséria, os olhos dos nossos governadores encontram tempo para se preocupar em proteger os interesses dos transsexuais? É essa a prioridade agora?

Haja paciência!

Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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