Archive for Maio 2011

Faça-se justiça na praça pública

29 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Bon Iver - Flume


27 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Agora sim: POR FAVOR, NÃO VOTEM NO SÓCRATES!

Depois do debate político entre Passos Coelho e Sócrates, ficou mais uma vez provada a incompetência política do Partido Socialista e do seu líder. Da próxima vez, é melhor vir com o trabalho de casa mais bem feito e estudado:

1º. José Sócrates critica as medidas dos outros mas vem de mãos vazias de propostas. É fácil acusar os outros de só dizer mal do país, difícil é assumir responsabilidades e mostrar novas alternativas. Sócrates aproveita as propostas do Partido Social Democrata para lançar críticas ao seu líder, mas não mostra o que o Partido Socialista pensa sobre esses assuntos. Para quem esteve atento ao debate, percebeu facilmente que o PS está esgotado de ideias, o seu programa não traz nada de novo. Isto significa que quem der votos ao PS, das duas uma: ou é burro e deixa-se iludir muito facilmente, ou tem um sério problema em perceber a língua portuguesa. É tudo muito simples: as medidas do Partido Socialista para sair da crise são as mesmas dos últimos dois mandatos, e está à vista de qualquer um que não foram efectivas para combater a crise, não deram qualquer resultado. Significa, portanto, que dar o voto ao PS é conduzir o país para mais do mesmo, quando o país necessita urgentemente de uma mudança de estratégia.

2º. Na mente de José Sócrates, a crise económica portuguesa desculpa-se pelo facto de que todos os países da União Europeia também estão em crise económica. Nada tem a ver, portanto, com a política das grandes obras públicas, da canalização do crédito dos bancos portugueses para comprar títulos de dívida pública, das variadas e erróneas execuções orçamentais onde se cortou onde não era devido (deduções fiscais, pensões, rendimento social de inserção) e se financiou o que não era suposto (construção de troços do TGV)...

3º. Ainda defende a credibilidade do seu governo em matéria de economia. Ora, este foi o governo em que: num espaço de dois anos foi preciso propor três Programas de Estabilidade e Crescimento para tentar consolidar a execução orçamental e nunca foram suficientes, senão não haveria o PEC IV, uma revisão e correcção dos anteriores; que quando se veio a descobrir o verdadeiro valor do défice orçamental, soube-se que não era de 6,8% como anunciado, mas quase 10%; que propôs a construção de auto-estradas gratuitas e mais tarde veio a cobrar o seu uso; se defende com a promoção do crescimento económico, quando recusou a ajuda externa e para remediar canalizou o dinheiro do crédito dos bancos portugueses para comprar títulos da dívida pública, em vez de o usar para estimular o crescimento das empresas portuguesas e consequentemente a geração de emprego, o que causou a falência de muitas e consequentemente um aumento brutal do desemprego; argumenta que o défice foi agravado porque faltava incluir o buraco financeiro (só recentemente descoberto) que era o Banco Português de Negócios, só que na verdade era o BPN, o BPP, as Parcerias Público-Privadas, o TGV e as SCUT, o que só demonstra (como diria um professor) falta de estudo.

4º. Em matéria de saúde, Sócrates acusa Pedro Passos Coelho de querer acabar com o «SNS tendencialmente gratuito», mas esquece-se daquilo com que acabou no passado. Os eleitores do PS esquecem-se que foi o seu partido que fechou centenas de hospitais e maternidades! Isso não é restringir o acesso a cuidados de saúde? Utópico é aquele que pensa que o SNS não deve ser apoiado por entidades privadas, realista é aquele que sabe que o Estado não consegue financiar por si só um sistema de saúde universal e gratuito. Para isso servem os acordos do sistema de saúde público com entidades de financiamento privado: para melhor funcionamento dos cuidados de saúde públicos e mais fácil e equitativo acesso da população a estes.

5º. Sócrates reitera que nunca virou a cara ao país e que os partidos da oposição são os responsáveis por abrir uma crise política. Para começar, virou a cara ao país no momento em que se ausentou do debate sobre o PEC IV, e se há alguém responsável por abrir uma crise política, foi o Partido Socialista. Responsabilidade esta que deriva da intransigência ditatorial de quem quer a todo o custo implementar medidas de austeridade e afirma que não precisa da sua aprovação parlamentar, que tem toda a legitimidade para o fazer. Isto vindo de alguém que a toda a hora faz propaganda da sua imagem de líder inteiramente cooperativo com os interesses do país e dos partidos da oposição. Aqui a retórica que aprende em casa já não ajuda.

6º. Os inúmeros contra-sensos, ou se preferirem, contradições de José Sócrates. Desculpa a crise financeira portuguesa pela crise financeira dos outros países, mas depois diz que assume toda a responsabilidade pelo estado em que o país está. Disse que íamos ser o primeiro país a sair da crise, e por agora ela continua a agravar-se quando outros países já dela se recuperam. Disse que não íamos precisar da intervenção do FMI, e quando apresentou o PEC IV já tinha um pré-acordo de ajuda externa. Disse que nunca seria Primeiro-Ministro com o FMI, e candidata-se novamente a primeiro-ministro.

7º. O partido que se orgulha de defender o Estado Social é aquele que mais o destruiu. Cortou nas pensões; foi o primeiro governo a diminuir os salários da função pública; ambicionou acabar com o 13º mês de ordenado; aumentou o IVA de 19% para 23%; reduziu o número de dias úteis de férias dos funcionários públicos; aumentou a idade mínima da reforma; trouxe ao país a taxa de criminalidade mais alta de sempre; prometeu criar 150 mil postos de trabalho e agora temos 650 mil desempregados.

8º. Para terminar, e talvez o aspecto mais grave deste debate, o evidente desrespeito de José Sócrates pela Constituição e pelo Presidente da República. Após Cavaco Silva ter declarado que só daria posse a um governo de maioria absoluta, citando a lei da Constituição que permite ao Presidente da República intervir desta forma, Sócrates afirma que o partido que ganhar as eleições é aquele que deve formar governo, independentemente do resto. Se há uns tempos concordava que o Presidente da República devia ter uma magistratura activa, agora faz-se superior aos seus direitos e deveres, depois de ter ficado provado o descalabre que foi para o país permitir um governo sem maioria absoluta.

Quem votar no Partido Socialista, é como cego que não quer ver. Não votem em emblemas, não votem no que fala melhor, não votem de acordo com o que os vossos familiares votam. Leiam os programas eleitorais, vejam as campanhas, estejam atentos às intervenções políticas, recordem-se das medidas que gostaram que tivessem sido propostas e/ou implementadas. Votem num partido que mostre trabalho e mérito, que apresente uma política transparente.

E se continuam indecisos, votem em branco! Mas, por favor, NÃO VOTEM NO SÓCRATES!
20 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Porquê dizer não ao voto "útil" e votar CDS


15 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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O rosto da mentira


     Creio ser importante retirar alguns pontos de referência do debate político que se sucedeu esta Segunda-feira, para dar aos cidadãos algum sentido de voto e alguma coerência política.

     «Sondagens não ganham eleições», mas influenciam votos. O CDS-PP é uma alternativa válida de Direita, mas o eleitorado que se considera de Direita tem medo de votar nessa alternativa por estar a roubar votos ao maior partido da Oposição. Isto é uma tremenda irresponsabilidade, porque o direito de voto deve ser exercido em plena consciência dos ideais do seu partido político e não em função do medo de os outros partidos ganharem. Neste momento, o PSD já perdeu pontos percentuais nas sondagens, devido às suas incoerências, e isso está a reflectir-se negativamente no eleitorado do CDS-PP. Votar é um direito, mas também é uma responsabilidade. Tenham em conta que, se votarem no PSD e esse partido vier a governar, as consequências negativas do seu governo vão cair sobre as vossas cabeças. Dar o voto ao CDS-PP é dar lugares a esse partido no Parlamento, e isso é importante se queremos que as nossas ideias políticas pesem no governo.

     «Quem convida todos os partidos ao mesmo tempo para o governo é porque está à espera que nenhum aceite». É a prova de um partido que não assume identidade política, um Partido Socialista que não tem os ideais do socialismo, e de um partido que não demonstra confiança a nenhum líder de bancada parlamentar nem ao povo português, que o elegeu sem maioria absoluta.

     As duas teses de José Sócrates. «A dívida portuguesa subiu porque as outras subiram também». A dívida pública portuguesa subiu nestes últimos seis anos mais de 30 pontos, tendo sido esta subida superior em relação à Alemanha, Espanha, França, Itália, Eslovénia, Holanda, Áustria, Rep. Checa, Finlândia, Polónia, e por aí fora. Assim sendo, o Primeiro Ministro devia ter percebido que era perigoso estar a agravar a dívida portuguesa neste período quando grande parte da nossa dívida está no exterior, o país não poupa o suficiente e não apresentou crescimento económico significativo. «O Dr. Paulo Portas nunca apresentou propostas para combater a crise (...) nunca apresentou medidas para uma consolidação orçamental». Seguem-se então as propostas que têm vindo a ser defendidas: reavaliação das Parcerias Público-Privadas, suspensão e reavaliação das grandes obras públicas, aposta na exportação e na produção agrícola, maior apoio financeiro às PMEs.

     «O Dr. Paulo Portas votou contra as medidas do PEC e com isso abriu uma crise política, com isso empurrou o país para a ajuda externa. E depois subscreveu o acordo que fizemos com a Troika (...) O que é que o país ganhou com isso?». Em primeiro lugar, como ficou provado, as medidas do PEC nunca foram suficientes para combater a crise, caso contrário não haveria uma saga infindável de Programas de Estabilidade e Crescimento; isto porque ainda faltava avaliar o BPN, o BPP e as SCUTs. Em segundo lugar, se um partido não concorda com determinadas medidas, certamente não as vai aprovar, ou abster-se como alguém fez, e a isso se chama ter coerência. Por fim, mesmo que o acordo da Troika com Portugal seja idêntico ao PEC IV, que não é, pessoalmente sinto-me mais seguro se for a Europa a governar os dinheiros públicos e não o PS como o tem feito, com três relatórios de contas diferentes para agradar a gregos e a troianos e mostrar que está tudo bem quando não está; porque quando alguém de fora abre o livro, vemos o pano preto a enegrecer ainda mais.

     «A dívida pública atingiu 170 mil milhões de euros e quando o candidato José Sócrates chegou ao governo era de 84 mil milhões de euros (...) Os juros já custam ao contribuinte mais do que investimos em Educação. Temos 650 mil pessoas no desemprego, enquanto algumas PMEs não conseguem contratar pessoas. Temos em cada 100 jovens, 25 não têm posto de trabalho. Temos a segunda recessão em dois anos». Em matéria de Economia e Finanças, não há muito mais a acrescentar quanto ao desempenho do Governo.

     «José Sócrates não habita a mesma realidade que a esmagadora maioria dos portugueses, perdeu a noção do realismo há muito tempo». Disse que íamos ser o primeiro país a sair da crise, e por agora ela continua a agravar-se quando outros países já dela se recuperam; disse que não íamos precisar da intervenção do FMI, e quando apresentou o PEC IV já tinha um pré-acordo de ajuda externa; disse que nunca seria Primeiro-Ministro com o FMI, e candidata-se novamente nestas Eleições Legislativas; com o dinheiro que a Troika emprestou ao país, José Sócrates vai continuar a investir no TGV em vez de reconstituir o Estado Social.

     «O montante que estamos a pedir à União Europeia é praticamente igual ao valor que a dívida pública aumentou nestes últimos seis anos»

     Falemos dos dois submarinos, que aparentemente são a primeira e única pedra que os socialistas têm a atirar a Paulo Portas, sem sequer se lembrarem de quem partiu originalmente a ideia: «Em números, o TGV são 15 submarinos; a dívida das empresas públicas são 80 submarinos; as Parcerias Público-Privadas são 120 submarinos».


     «Os juros que nós pagaremos com o acordo externo, que se tornou inevitável pela irresponsabilidade do Governo, são juros de 3,5-4,5%, quando os juros que andávamos a pagar a algumas semanas atrás andavam a 6,5% no mercado primário e mais de 10% no mercado secundário». Percebem porque é que o acordo da Troika é mais vantajoso que outros PEC?

     Em relação ao congelamento das pensões previsto no PEC: «o Primeiro-Ministro não deu conta de que estava a congelar as pensões sociais, mínimas e rurais; depois perceberam e quiseram corrigir esta inacreditável injustiça, não de congelarem as pensões mas de retirarem poder de compra das inflacções, mas no texto definitivo do Ministro das Finanças continua a estar que vão poupar 340 milhões nestas pensões».

     A respeito de José Sócrates afirmar que o CDS-PP se manteve pelas caladas durante estes anos de Governo, segue-se a constatação dos factos: «Enquanto o Sr. dizia que a economia ia crescer, nós víamos a recessão a chegar; enquanto dizia que as contas estavam em dia, nós perguntávamos por valores que não se encontravam nas contas; enquanto dizia que o endividamento não era um problema, nós dizíamos que se ia transformar no maior problema do país e que ia sacrificar o próprio crescimento económico». Não restam quaisquer dúvidas sobre o activismo e intervenções políticas do CDS-PP; já o mesmo não é verdade quanto à competência de quem tirou uma licenciatura num Domingo e dos seus gabinetes. O pior de tudo é que José Sócrates é incapaz de reconhecer os seus próprios erros, é um mentiroso compulsivo, e continua a defender que o principal problema do país começou no dia em que se vetou o PEC IV.

     No dia do chumbo do PEC IV, José Sócrates declarou que não havia condições para governar porque a Oposição não apresentava medidas alternativas ao PEC, querendo somente derrubar o governo. Pois bem, as medidas alternativas ao PEC IV propostas pelo CDS-PP, são as seguintes: «reforma do IRS a nível do abono de família e deduções fiscais; créditos fiscais às PMEs que exportem, reinvistam e contratem trabalhadores; estimular o arrendamento de imóveis; redução da taxa social única numa percentagem que não crie um aumento do IVA; privatização das duas maiores empresas a nível de concorrência nos mercados dos combustíveis e da energia».

     Nestas eleições legislativas, o país precisa mais do que nunca que os cidadãos se consciencializem sobre as suas opções políticas. Leiam os programas dos partidos, se o tiverem que fazer, mas votem pelos ideais e não pela conversa. Lembrem-se de todas as mentiras, todos os erros de julgamento, todas as más políticas que o Primeiro-Ministro demissionário e actual candidato do Partido Socialista cometeu. Não podem argumentar que votam Sócrates por falta de alternativas, porque isso é burrice; mas também não podem dizer que votam Sócrates porque tem feito um bom trabalho e está a ser injustamente acusado, porque isso é ainda maior burrice. Este é o rosto da mentira, este é o responsável pelo estado em que o país está.

11 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Inside Job - A Verdade Da Crise

     Do director Charles Ferguson, empresário e matemático, "Inside Job" é um documentário que oferece uma análise abrangente da crise financeira global de 2008, que ao custo de 20 triliões de dólares fez com que milhões de pessoas perdessem os seus empregos e casas, na que foi a pior recessão económica desde a Grande Depressão e que quase resultou num colapso financeiro a nível mundial.
     O filme centra-se nas mudanças do sector financeiro na década que levou à crise, no movimento político em direcção da desregulamentação e em como o desenvolvimento do comércio complexos, como o mercado de derivados, permitiu um grande aumento na tomada de riscos contornando os regulamentos vigentes que eram destinados a controlar o risco sistémico. Ao descrever a crise que se alastrava, também aborda os conflitos de interesses no sector financeiro, muitos dos quais nos é sugerido de não serem devidamente divulgados. Faz notar que estes conflitos de interesses tenham afectado as agências de rating e também professores universitários que recebiam financiamento como consultores mas que não divulgavam essas informações nos seus escritos académicos, sublinhando que esses conflitos desempenharam um papel importante no agravamento da crise.



08 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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