A Luz fundiu



Fomos à Luz meter os lampiões no armário e proclamar que voltou a melhor (e não a maior) equipa de Portugal!

O grito de revolta do berço da nossa nação assolou a capital!

FORÇA PORTO, SOMOS CAMPEÕES!

03 abril 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
Tag :

Depois de algum tempo… aprendemos!

         "Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar atrás.

       Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais...que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!”



William Shakespeare

25 março 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

O socialismo acaba quando acaba o dinheiro... dos outros

«Hoje a irresponsabilidade triunfou sobre o sentido de Estado»

A partir do momento em que decide sair no início do debate parlamentar sobre o PEC, para quem falava tanto em intransigência da Oposição, mostrou com esta atitude presunçosa que realmente não tem nenhum sentido de Estado.

«Esta atitude de obstrução à acção do Governo não é de agora, mas, hoje, no Parlamento, a obstrução foi levada a um limite intolerável»

Não tem havido apresentação de propostas de alteração do PEC? Não foi isso que vi. Quer-me parecer que o intransigente é José Sócrates, que não aceitou qualquer mudança no PEC e depois vem dizer que esteve sempre disponível para negociar até ao último minuto, inclusive quando não está presente nos debates.

«A crise política só pode ser resolvida pela decisão soberana dos portugueses. Com a determinação de sempre e a mesma vontade de servir o meu país, irei submeter-me a essa decisão»

Os políticos representam os portugueses. Todos os políticos (à excepção dos boys) votaram indirectamente a sua saída, por isso a decisão dos portugueses é bem clara. Aliás, tem-se visto na carrada de manifestações dos últimos meses. Ou esses não são portugueses?

«Esta crise política era evitável.»

Sim, era evitável se tivesse saído há uns meses atrás, se o PEC III tivesse sido bloqueado, se o Governo cortasse nas grandes obras públicas em vez de cortar nos portugueses, se houvesse verdade e transparência nas intervenções sobre as contas do Estado...

«Hoje o país perdeu, não ganhou»

Pelos milhares de portugueses que aderiram à última manifestação do dia 12 de Março e exigiam em  uníssono a demissão de Sócrates, parece-me no mínimo duvidosa essa declaração... Qualquer político, por menos bom que venha a ser, será melhor que este escarro maçónico.







24 março 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
Tag :

Gerações à rasca


      Um protesto da juventude iniciado por quatro jovens no Facebook rapidamente se transformou num protesto de milhares de cidadãos que saíram à rua em onze cidades do país. Não foi uma "geração à rasca" que se manifestou em Portugal, foram todas as gerações, porque todos estamos à rasca! 280.000 portugueses uniram-se, independentemente da sua ideologia político-partidária, e gritaram, lutaram, protestaram contra o seu inimigo comum, o monstro que se apoderou do poder, que deturpou a democracia, que humilhou e humilha todos os dias os portugueses: o escarro maçónico José Sócrates. E essa luta foi ouvida em Espanha, em França, nos EUA, na Rússia, na China e na Austrália.
     Antigamente, o ensino superior não era acessível a todos, e muito isso era contestado. Quiseram melhorar a acessibilidade ao ensino superior e abriram mais vagas e novos cursos. Para quê? Os estudantes pagam €1.000 de propinas anuais, e as bolsas de estudo nem sempre são o suficiente para o sustento de alguns, para chegar ao fim do curso e terem tantas oportunidades de trabalho como uma pessoa sem curso. Veio Bolonha diminuir os anos de curso e, alegadamente, melhorar a qualidade do ensino, mas o resultado é mais desemprego para novos "mestres integrados" e licenciados de 3 anos. É o degredo do Ensino: os pais, avós, tios, sustentarem-nos e pagarem-nos um curso para que tenhamos sucesso no mercado de trabalho, mas no fim terão de continuar a sustentar-nos.
     Pensões tão insignificantes que até dói pensar como é que essas pessoas sobrevivem nos dias que correm, com tantos descontos sociais e um custo de vida elevadíssimo. Falta de protecção aos trabalhadores, muitos deles que continuam eternamente a viver de recibos verdes, sem direitos equiparáveis aos contratados dos quadros públicos. Segundo o INE, o desemprego na faixa etária abaixo dos 35 anos corresponde actualmente a metade dos 619 mil desempregados em Portugal, e a este número podemos juntar outros milhares em precariedade: "quinhentos-euristas" e outros mal remunerados, falsos trabalhadores independentes, estagiários, bolseiros e trabalhadores-estudantes. Continuam a aumentar os impostos, continuamos a pagar e a ser espremidos até ao ridículo. Dizem que a população está a envelhecer, mas onde está o estímulo à natalidade? Onde está o apoio social?
     Foi admirável observar a mobilização tremenda das pessoas, unidas por um objectivo em comum: MUDAR PORTUGAL. O nosso país está completamente desacreditado, o sistema político está corrompido até ao tutano, o povo português já foi sacrificado mais do que seria humanamente possível. As pessoas querem sair de Portugal, querem procurar outra qualidade de vida lá fora. Contudo, a grande concentração populacional que se fez ver hoje nos quatro cantos do país demonstrou que nós ainda acreditamos em Portugal, que temos que lutar por um Portugal melhor! Chega de PECs, chega de mentiras e promessas vãs, porque se pedem sacrifícios a uns têm que os fazer todos, e se usam a sua palavra têm que a honrar. Os portugueses exigem uma mudança urgente na maneira de governar, exigem a demissão imediata de José Sócrates. Foi um grito de patriotismo que povoou o nosso país hoje! Não vamos para fora, não queremos ir para fora, queremos o melhor para Portugal e para os portugueses! Queremos o fim da era socretina e reaver a dignidade que nos foi roubada!
     Hoje foi o primeiro passo da luta dos jovens contra o monstro. Não protestamos contra as outras gerações, apenas não estamos à espera que os problemas se resolvam sozinhos: protestamos contra uma solução e queremos ser parte dela. Esta "Geração à rasca" é a esperança do nosso país! Parabéns a todos nós que saímos à rua para dar vida a este movimento, hoje todos fomos protagonistas da vontade de mudar Portugal. Sejam patriotas e acreditem em Portugal!

Os discursos da "Geração à Rasca" aqui (a partir do minuto 1:45) e aqui (a partir do minuto 00:37)

12 março 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
Tag :

"O último dia de um condenado", Victor Hugo

    Victor Hugo traz-nos nesta obra um grande manifesto verídico contra a pena de morte, através da colecção dos escritos que um prisioneiro condenado à morte compôs na prisão até algumas horas antes da execução da sua sentença. Põe em relevo alguns dos valores mais significativos das civilizações humanas, como a consciência, a liberdade e a justiça, valorizando a vida humana e criando um debate mental sobre a pena de morte.
     A qualidade da prosa e a modernidade da análise psicológica que caracterizam "O Último Dia de um Condenado", a par das coordenadas sociais em que a novela se insere, fazem deste manifesto contra a pena de morte uma obra literária e um documento.




«Outrora (…) era sempre festa na minha imaginação. Eu podia pensar no que queria. Eu era livre.»

«Os homens estão todos condenados à morte com adiamento indefinido. Por conseguinte, poderá haver alguma coisa que tenha mudado assim tanto a minha situação?»

«Se tudo, à minha volta, é monótono e descolorido, não existirá em mim uma tempestade, uma luta, uma tragédia?»

«Ter-se-ão ao menos alguma vez detido sobre esta ideia pungente de que no homem que eliminam há uma inteligência, uma inteligência que estava a contar com a vida, uma alma que não se dispôs a morrer? Não. (…) E pensam sem dúvida que, para o condenado, não há nada antes nem depois.»

«Eu deixo uma mãe, eu deixo uma esposa, eu deixo uma filha. (…) Mas a minha filha, a minha criança, a minha pobre pequenina Maria, que ri, que brinca, que canta a esta hora, e não pensa em nada, essa é que me faz sofrer.»

«Uma vez cravado a esta cadeia, não se é mais que uma fracção deste todo hediondo a que se chama “o cordão”, e que se move como um só homem. A inteligência deve abdicar, a golilha de prisioneiro condena-a à morte; e o próprio animal nunca mais deve ter necessidades e apetites sem ser a horas fixas.»

«Não estou doente! Com efeito, sou jovem, são e forte (…) e, no entanto, tenho uma doença, uma doença mortal, uma doença feita pela mão dos homens.»

«Se ao menos estes jurados a tivessem visto, à minha linda e pequenina Maria, teriam compreendido que não é preciso matar o pai de uma menina de três anos.»

«Cem vezes a morte!
(…)
Cinco anos de galés e que fique o caso arrumado – ou vinte anos – ou para sempre com o ferro em brasa. Mas concedam-me a vida. Um forçado anda ainda, vai e vem, vê o sol.»

«Alugavam-se mesas, cadeiras, andaimes, carroças. Tudo estava invadido pelos espectadores. Comerciantes de sangue humano gritavam a plenos pulmões: - Quem quer lugares? -  Enchi-me de raiva contra este povo. Apeteceu-me gritar-lhe: - Quem quer o meu?»

23 fevereiro 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
Tag :

A flor-de-lis


      A origem do significado da flor-de-lis (simbolicamente identificada ao lírio e à íris) remonta à Monarquia Francesa de Luís VII. O monarca adoptou a íris como seu emblema, atribuindo às suas três pétalas a Fé, a Sabedoria e o Valor. O nome Luís escrevia-se, nessa época, Loys ou Louis, tendo então a flor evoluído de “fleur-de-Louis” para “fleur-de-lis”. Mas, avisto que ele já aparece em 496 d.C., quando um anjo apareceu a Clovis, rei dos Francos, e lhe ofereceu um lírio, acontecimento que concorreu para a sua conversão ao Cristianismo. verdade é que o monarca adoptou este símbolo,
     Cedo se tornou símbolo de poder e soberania, de realeza que se faz por intervenção divina, o que a leva também a simbolizar a pureza do corpo e da alma. Por isto, os antigos reis europeus eram divinos por sagração directa da divindade na pessoa da autoridade sacerdotal, e para o serem teriam, em princípio, que ser justos e puros, como o foi Maria, “Lírio da Anunciação e Submissão". Este símbolo também já era conhecido pelos monarcas e príncipes de Portugal, pois a partir de D. Afonso Henriques, e principalmente desde finais do século XIII, o lírio estilizado flor de lis aparece em pleno nas armas portuguesas, com todo o simbolismo imediato e substrato inerente.
     A lis ou lírio faz-se símbolo da eleição, da escolha do ser amado, como diz o Cântico dos Cânticos (1, 2): «Como o lírio entre os cardos, assim a minha bem-amada entre as jovens mulheres». A “bem-amada” é a alma universal, Amor puro, virginal, universal, cuja tomada de posse foi privilégio de Israel na pessoa do rei David, logo adoptando a flor de lis dourada para figurar sobre o fundo azul do seu pendão; esse foi o privilégio de Maria entre as mulheres de Israel, e logo, como Mãe Soberana, entre as mulheres do Mundo.
      Foi assim que essa planta se tornou, no Cristianismo, o símbolo do amor puro e virginal.  O Anjo Gabriel  é representado iconograficamente com um lírio na mão, o mesmo acontecendo com o esposo José e os avós maternos de Jesus, Joaquim e Ana. O lírio simboliza também a entrega à vontade de Deus, isto é, à Providência, que cuida das necessidades dos seus Eleitos, como assegura Jesus no Sermão da Montanha: «Vede os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam» (Mt 6, 28). Assim, entregue sem condições entre as mãos de Deus, o lírio está melhor protegido ou vestido que Salomão em toda a sua glória, de maneira que simboliza o abandono místico à Graça de Deus.
     Esta flor também está associada aos escuteiros, sendo o símbolo do escutismo. As três pétalas significam os três artigos da sua promessa: verdade, dever para com Deus, lei do Escuteiro.
     No século XX, Lord Baden-Powell pediu autorização ao Dept. de Guerra para conceder a cada soldado que se qualificasse como explorador um emblema que o distinguisse. Escolheu a flor de lis, que apontava o Norte nas bússolas. Quando os Escuteiros começaram, anos mais tarde, usou o mesmo emblema para eles, pois, tal como os exploradores militares, os Escuteiros podiam prestar um serviço igualmente valioso ao seu país.
     No ano passado, fui presenteado com um marcador de livros que possui o brasão da família Pereira, em homenagem a Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável de Portugal. Este mesmo brasão possui no seu desenho a flor de lis: símbolo da paz, da pureza, da realeza e de Cristo filho do Homem; símbolo da Virgem Maria, do amor puro, virginal e universal; flor representada por três pétalas, o que faz dela um símbolo da Trindade; símbolo dos escuteiros, representando a verdade, o serviço e a fé.
     Hoje perguntava-me que símbolo poderia resumir o modo como quero e me comprometo a viver. Não conseguia encontrar a resposta, quando ela estava à distância de um braço, dentro dum livro. Viver ao serviço dos outros, defender a verdade e a fé católica, praticar o bem para Deus.

16 fevereiro 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Biutiful



      Biutiful é a história de um homem em queda livre que luta para reconciliar a paternidade e o amor no perigoso submundo das ruas de Barcelona. Uxbal é um herói trágico, pai de dois filhos, cuja vida sente iminente o perigo da morte. Luta contra uma realidade negra e perdida e contra um destino que trabalha contra ele, para perdoar, para amar e para sempre. Por muito próxima que esteja a morte, os seus sacrifícios pelos filhos prevalecem, e é incapaz de aceitar a morte enquanto não sentir que os filhos estão a salvo.
      Um filme estrondoso de beleza, nomeado para Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, vindo directamente da vizinha Espanha. Deu testemunho à grande qualidade inerente ao cinema europeu.

10 fevereiro 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
Tag :

Em mãos

Em mãos

Mais lidos

Etiquetas

- Copyright © O que me faz correr -Metrominimalist- Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -