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"O mal-entendido", por João César das Neves



Uma das poucas coisas em que há acordo é que Portugal precisa de crescimento. Não só é a única forma de vencer a recessão e desemprego, mas a sua falta é a causa da desconfiança financeira.


Infelizmente este consenso, que deveria levar a atitudes e projectos comuns, quebra logo a seguir, devido a um estranho mal-entendido. É espantoso mas muitos dos que afirmam com clareza a urgência de promover o crescimento e criação de emprego, logo na frase seguinte se põem a falar de outro tema, propondo medidas e intervenções que não só pouco têm a ver com a dinâmica produtiva, mas até a prejudicam.

Este terrível erro, que pode ter consequências gravíssimas no futuro, advém do esquecimento de um facto simples, evidente, incontornável, base central da vida económica, mas frequentemente omisso nos raciocínios de muitos que se dizem especialistas nessas coisas. O crescimento económico só se pode verificar nas empresas, através do trabalho produtivo e investimento rentável, envolvendo mercados equilibrados e eficientes, para satisfazer as necessidades da população. Através do esforço, engenho, iniciativa e dinamismo dos agentes económicos, empenhados a fundo em actividades lucrativas, é que se consegue o tão desejado progresso.

Deste princípio básico e indiscutível saem vários corolários elementares, que as discussões comuns violam de forma ingénua. Por exemplo, se crescimento é isto, então não se trata de uma questão de política, decretos e institutos. Trata-se de economia, empresas, empregos, não diplomas, estudos, discursos. O Estado tem um papel decisivo na sociedade, mas não é fazer crescimento, ter bébés ou marcar golos.

Só que o segundo fôlego de quem fala sobre estes assuntos é sempre dedicado à intriga ministerial. Promover crescimento é, segundo eles, dar subsídios (que implica impostos que oprimem a economia), criar incentivos (que distorcem o dinamismo e rigidificam a estrutura), fazer planos (que estabelecem clientelas e prejudicam negócios), ajudar sectores (que perpetua favores e encarece produtos). Esta foi precisamente a política seguida pelos sucessivos ministérios que nos trouxeram à crise. Eles achavam saber melhor que a sociedade o que havia a fazer, e o resultado está à vista. A década perdida da economia portuguesa, que já se aproxima de década e meia, foi o mais intenso período de política de crescimento da nossa história. Isto não constitui um paradoxo pelo simples facto de que crescimento económico não é política, mas economia. Em certo sentido é o oposto da política.

A razão deste mal-entendido não é distracção ou ignorância. O motivo é que grande parte daqueles que exigem crescimento têm uma agenda própria, que pretendem mascarar de progresso. O que se passa é que na nossa comunicação social raramente se ouve a voz das forças produtivas, dos consumidores, dos pobres. Quem domina o espaço mediático são os grupos de pressão, interesses instalados, organismos de poder. Esses são os que ganham dinheiro com os subsídios, incentivos, planos e ajudas. Esses, mesmo que o crescimento nunca chegue a ser promovido, já receberam o seu. O que eles querem não é crescimento mas política de crescimento.

Portugal precisa de crescimento. Para isso é urgente liberalizar a economia, deixar trabalhadores e patrões fazerem aquilo que sabem, satisfazer clientes, nacionais ou estrangeiros, sem terem ministros, deputados, burocratas e intrigistas a tapar o caminho. É urgente que as principais preocupações das empresas sejam as necessidades dos consumidores e a ameaça dos concorrentes, não os regulamentos e formulários, requerimentos e licenças, grupos de pressão e interesses. Disso temos tido a nossa conta nas últimas décadas, e com eles aprendemos a destruir o crescimento. Agora está na altura de inverter o processo porque, como todos estamos de acordo, Portugal precisa de crescimento.
12 setembro 2012
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Maçonaria: a sombra do Governo

- Há informações que as pessoas deviam ter, mas que, pela sua própria natureza, são difíceis de transmitir. É o caso das seitas secretas, em particular, da Maçonaria. 
Justamente porque são secretas, não são noticiadas na comunicação social, ou melhor, quando os jornais delas falam, raramente conseguem identificar os seus membros, porque é impossível apresentar provas inequívocas. 
Somos jornalistas que temos informação relevante sobre essa matéria, mas que, por razões óbvias, não a podemos divulgar pelos meios tradicionais e no exercício normal da nossa profissão. 
Apesar de todos os perigos a ela inerentes, a internet permite hoje dar algumas informações às pessoas que a comunicação social clássica não consegue. 
Enquanto jornalistas, o mais que podemos fazer pelos "leitores", é informá-los por esta via e não desperdiçar o fruto do nosso trabalho e do nosso conhecimento.


- No início do século passado, a Maçonaria teve um papel relevante em termos ideológicos. Hoje, em Portugal não passa de uma seita secreta que apenas existe para conseguir promover e defender quem a ela pertence.
É gente que, a coberto desse secretismo, giza estratégias de acesso ao poder e de defesa e proteção dos seus membros, agredindo, sem pudor, o interesse público.


3 - Desde que Passos Coelho subiu à liderança do PSD, a maçonaria começou a tomar conta do partido.  Sabemos hoje, que os principais elementos que o rodeiam pertencem a essa seita.
O principal é o secretário-geral Miguel Relvas, cabeça de lista por Santarém. É ele, destacadamente, o principal obreiro da estratégia maçónica de assalto a este partido político.
A súbita presença de Fernando Nobre no PSD tem justamente a ver com o facto de ele também ser da seita e com a solidariedade maçónica que deve prevalecer sobre tudo o mais.
Carlos Abreu Amorim, que já foi da extrema-direita, do CDS, do PND (Manuel Monteiro) e agora do PSD, em boa verdade nunca foi de nenhum deles, é um peso pesado da maçonaria. Por isso, entrou inesperadamente (?) na lista de Viana.
Feliciano Barreiras Duarte, chefe de gabinete de Passos Coelho, e agora Secretário de Estado, é igualmente da seita e, por isso, é também deputado, voltando à Assembleia da República onde, há anos, já não estava.
Marco António Costa, Vice-presidente do PSD nacional e Presidente da distrital do Porto, é outro dos mais ativos maçons. No Porto pode-se ainda contar com Paulo Morais e com Ricardo Almeida, entretanto estrategicamente colocado na Câmara de Gaia.
O leitor já se questionou por que é que, por exemplo, Carlos Abreu Amorim, Gomes Fernandes (PS) e Paulo Morais, têm tanta penetração no JN? - Porque o pivô maçónico dentro desse jornal faz o seu trabalho - e que, admitimos, possa ser o próprio diretor José Leite Pereira.
Carlos Carreiras, Presidente da distrital de Lisboa e da Câmara de Cascais, é outro dos pivôs da seita no partido laranja.
Jorge Moreira da Silva, também Vice-presidente do PSD nacional e assessor de Cavaco Silva, e outros deputados como, por exemplo, Emídio Guerreiro ou António Rodrigues também reforçam a equipa.
Pedro Marques Lopes que, no Eixo do Mal (SIC Noticias) dá a cara pelo PSD de Passos Coelho (em tempos tantas vezes esteve contra Manuela Ferreira leite), é outro dos elementos com uma função a cumprir na estratégia de assalto da maçonaria ao PSD.


- A nossa investigação ainda não consegue saber com toda a certeza o trajeto de cada um dos novos elementos "independentes", que ninguém conhece e que este "novo" Partido Social Democrata está a apresentar, mas, para nós, é seguro que muitos deles vão para o Parlamento (e /ou para o Governo) no âmbito do assalto maçónico.


5 - É este o estado em que Portugal se encontra. O partido do Governo está dominado, não pelos seus ingénuos militantes, mas por esta gente que se prepara para se servir do poder em benefício duma seita que o cidadão comum desconhece em absoluto.


6 - Esta denúncia por e-mail é o máximo que está ao nosso alcance fazer no sentido de dar a conhecer aos cidadãos o que sabemos mas não podemos noticiar da forma clássica.
27 novembro 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Quando a Política se mete na Justiça...

O Sol é um jornal que não pára...


Como duvidar da influência de Sócrates no negócio PT/TVI? O próprio juiz do Supremo Tribunal diz que as escutas em questão lhe dão vontade de rir!
Pelo menos uma coisa fica provada: o abuso de poderes atribuídos a Pinto Monteiro enquanto Procurador-Geral da República. E a ministra Paula Teixeira da Cruz bem tem avisado quanto a esse facto.
21 novembro 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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César das Neves: crise político-económica e agências de rating

Todos falam agora de uma solução europeia para a crise. O que é uma solução europeia?
A crise é europeia e uma solução europeia é indispensável. Mas penso que as razões pelas quais se está a falar numa solução europeia são más. O que se passa é que a Europa criou um projecto comum e deveria ter criado os mecanismos correspondentes para que esse projecto comum fosse obedecido por todos. Nem todos o fizeram e a Europa deixou que esses casos mal comportados se mantivessem durante muito tempo. Nós estamos a destruir uma solução europeia e agora estamos a querer que os outros, por solidariedade com o nosso mau comportamento, entrem em acção. É evidente que eles têm de o fazer, porque há aqui uma questão de solidariedade. Mas só depois de eliminarmos os disparates que fizemos, e que põem em risco toda a Europa, teremos cara para pedir uma solução europeia. Há aqui uma dicotomia que não só é falsa como um bocadinho vergonhosa, a de dizer que a culpa da crise é da senhora Merkel.

Mas a concepção e as regras do euro não incentivaram esse tipo de mau comportamento?

O euro foi bem concebido. O erro esteve em 2004, quando se decidiu que o Pacto de Estabilidade era estúpido, uma expressão do Romano Prodi [então comissário europeu dos Assuntos Económicos]. Era uma regra que tínhamos de cumprir. Inicialmente havia uma coisa que impedia estes disparates, uma limitação – certamente exagerada, dos 3% do PIB para o défice e dos 60% do PIB para a dívida –, mas que de repente se transformou não numa regra financeira mas numa regra política. E aí foi aberta a porta para o disparate. Somos herdeiros não da má concepção de 1999, mas da correcção do pacto por culpa da Alemanha e da França, que o violaram. Excepto em 2007, desde 2001 que violamos ininterruptamente o Pacto de Estabilidade. O euro estava mal concebido? Não. Os países que estão em sarilhos são aqueles que violaram o pacto. 

Mas não houve um problema de incentivo errado dado pela política monetária comum e pela queda abrupta dos juros?
Mas ter juros baixos não é uma coisa má, é uma coisa óptima. O que é mau é não saber viver sem eles. Tivemos um bar aberto e apanhámos um pifo. O mau está no bar aberto? Não, o mal está no pifo. Tivemos um choque de rendimentos positivo que deveria ter sido imediatamente usado pelo governo para, por exemplo, pagar a dívida e equilibrar a economia. Aconteceu exactamente o contrário. Endividou-se ainda mais, disse que estava tudo fixe, ajudou a alimentar os lóbis. Com todas estas coisas instalou--se um clima que tem 15 anos, desde o caminho para o euro, em meados da década de 90. São 15 anos disto com os últimos dez anos de sucessivas promessas de que vamos resolver o problema. Esta é a quarta austeridade que nós temos. Austeridade final, porque vai resolver o problema.

Vai resolver? Agora é vai ou racha?
Exactamente. Agora não há dinheiro, acabou. Nas três anteriores – do Guterres, do Durão Barroso e do Sócrates – todos eles começaram muito bem, mas depois… É muito engraçado fazer agora o paralelismo entre este governo do Passos Coelho, que tem duas semanas, e as duas primeiras semanas do Sócrates [em 2005]: são praticamente iguais. Prometeram que iam reformar tudo. A única coisa que fizeram até agora foi subir impostos. Há uma coisa boa que os separa: é que agora não há dinheiro. Ponto. Agora vai ter mesmo de se cortar. A única questão é onde. Ou seja, se os tais lóbis que dominaram a política portuguesa nos últimos 15 anos vão continuar a ter força e não pagam ou se se vão poupar aqueles que deviam ser poupados.

O maior obstáculo ao cumprimento do programa não é a tensão na rua, mas é a resistência mais sub-reptícia dos grupos de interesses na sociedade portuguesa?
Sim, acho que esse é o problema fundamental. Penso que em Portugal não vamos ter grandes problemas de contestação. Talvez me engane, mas espero que não.

Já foram anunciadas muitas medidas (cortes salariais, subidas do IVA e do IRS, impostos extraordinários, etc.) e ainda não houve nada de sério na rua… 
Exactamente, não está a acontecer aqui o que se passa na Grécia, nem sequer em Espanha, onde o nível de tensão social é muito grande.

Porque acha que isso acontece?
Porque percebemos que isto é um drama que temos de resolver. Não adianta protestar porque isso não vai resolver nada. Somos realistas e pacatos também. E temos isto há muito tempo. Não é como em Espanha, que há pouco tempo – há dois anos – estava no auge do sucesso. Nós há dez anos que dizemos que estamos em crise. O problema decisivo é outro. Claramente, os últimos governos estavam no bolso de grupos – sobretudo o último, o que ficou evidente neste estertor final. Não é tanto uma questão de corrupção. Se eles enfrentassem os lóbis não eram políticos, eram postos na rua naquele dia.

De que lóbis fala?
São professores, médicos, construção civil, banca, funcionários públicos, uma data de câmaras. Existe um certo número de pessoas que capturaram os ministérios. Têm poder para isso, poder para impor o TGV. Há um episódio que para mim foi um momento de iluminação: em Maio de 2010 há um Conselho Europeu em que a Merkel claramente puxa as orelhas ao Sócrates. O Sócrates voltou e na segunda-feira seguinte são anunciadas duas medidas. A primeira reduz o subsídio de desemprego e o rendimento social de inserção. A segunda mantém o TGV. Este governo estava completamente capturado, nem podia piar.

E este novo governo, não está?
Um governo novo é sempre um governo novo, e só esse facto já rejuvenesce um pouco as coisas. Por outra razão, acho que as pessoas – lóbis incluídos – estão mesmo assustadas, convencidas de que é preciso cortar. Ter o FMI a rosnar ajuda muito.

Mas cortar vai chegar? Na parte do crescimento, as medidas a tomar no âmbito do memorando não demoram a ter efeito? Se nos últimos dez anos de euro tivemos este registo deprimente, o que nos garante que vai ser diferente nos próximos anos?
A economia reage muito depressa, só que agora está estrangulada por uma enorme quantidade de coisas. A economia tem uma capacidade grande de reestruturação e não é preciso demorar cinco anos. Dito isto, tem razão: é a parte mais difícil e demorada. Há coisas evidentes que estão no memorando e que teriam um impacto até relativamente significativo. É preciso saber se têm coragem.

Por exemplo...
Temos neste momento em cima da mesa uma coisa que o governo disse que fazia e que está a dizer que não vai fazer: reduzir o número de câmaras. É uma das mais dramáticas, mas é o tipo de coisa que é preciso fazer. Estou com esperança que tenha uma bomba ou duas preparadas para sair – mas têm de sair nos próximos dias. O Passos Coelho tem de tirar da cartola três ou quatro coisas bombásticas. Até agora a única que ele tirou é errada. Talvez necessária, mas errada: subir impostos, o que Sócrates fez em 2005. Não resolve literalmente nada, porque quando aumentamos os impostos a despesa aumenta.

Acredita que em seis meses o governo é capaz de cortar mais mil milhões de euros na despesa que o previsto?
É possível. Estamos a falar de uma montanha de dinheiro. A despesa pública é metade do PIB, dezenas de milhares de milhões de euros. É fácil cortar, difícil é cortar com atenção. Há muito tempo que o governo anda a tentar cortar, mas corta onde pode e não onde deve. Precisamente por causa dos lóbis. Um exemplo espantoso, infelizmente com maus resultados, foi o que aconteceu com a eficiência da máquina fiscal com o Paulo Macedo no tempo do Durão Barroso. O resultado disto foi mau: mais aumentos de impostos. A máquina está distorcida por uma enorme quantidade de erros e quando ela agora passa a funcionar bem é uma grande distorção.

Mas não é positivo e justo que se combata a fraude e a evasão fiscal?
Não é se os impostos estiverem mal concebidos. Grande parte da fraude fiscal é uma coisa perfeitamente legítima, que a sociedade faz perante um imposto que é completamente predatório. Esse é que é o ponto.

Mas de que impostos fala?         
Aqueles impostos que destroem as empresas, no final fica tudo pior: não há empresa e não há imposto, porque a empresa desapareceu.

O IRC, as taxas, o IVA…
Quando nós temos um imposto que não está concebido para que a economia cresça e dê ao Estado aquilo que ele precisa, mas para que se tire todo o dinheirinho que se pode porque já gastámos o que tínhamos… E quando precisamos de mais e tiramos onde é possível tributar e não onde se deve tributar, estamos a destruir o aparelho produtivo. E no final nem há nem aparelho produtivo nem impostos. E depois vamos ter de tirar mais a outros. É aqui que a máquina está distorcida: e foi esta máquina que agora pusemos a funcionar bem. Basta comparar o peso dos impostos indirectos em Portugal: é o maior da União Europeia. E o peso dos impostos directos em Portugal é em média o mais baixo da União Europeia.

O Memorando é uma oportunidade perdida para remodelar os impostos ou não havia margem agora?
A única hipótese de remodelar o sistema fiscal é começar por reduzir o peso da despesa. Enquanto não reduzirmos a despesa é literalmente impossível. Neste momento não é possível remodelar a máquina fiscal.

Provavelmente, com o aumento de impostos que está no Memorando, vai haver mais fuga e evasão…
Poderá haver. O único sítio onde estão a ir é ao IVA e aos trabalhadores por conta de outrem, que são os únicos sítios onde eles podem ir.

De volta à resposta europeia à crise, tem de haver uma resposta europeia. Qual?
A resposta europeia que até agora tem sido pensada, que é muito pesada sobre a solidariedade, é pedir aos alemães que dêem dinheiro aos gregos, aos portugueses, aos irlandeses…

É emprestar, não é dar.
Mas como ninguém empresta eles estão a dar. [O conceito de] emprestar só é uma coisa legítima quando toda a gente lhe empresta. Quando eu estou a emprestar a uma pessoa a quem ninguém empresta, na prática estou a fazer-lhe uma oferta.

Mas está a cobrar-lhe um juro de 5,5%...
Está bem, mas ninguém emprestava. Nem com 5,5%, ninguém lhe emprestava. Para ir ao mercado cobravam-lhe dez ou vinte pontos – eu estou a dar-lhe uma oferta de cinco pontos. Mesmo que seja um empréstimo, estou a dar-lhe de mão beijada o desconto do juro. Mas esta solução não está a funcionar. É por isso mesmo que as pessoas nestes países marginais estão a falar da solução europeia. Querem que emprestem mais para pôr a casa em ordem. Só que não é possível pôr a casa em ordem. Portanto a solução europeia é uma solução que é muito mais agradável para os alemães, mas que parece a única coisa possível, que é a reestruturação da dívida.

É para aí que a Europa está a caminhar…
No caso da Grécia parece-me que é evidente que não há solução. A Grécia pediu dinheiro a mais. Isto é um erro que o país cometeu, mas também dos estúpidos dos credores que lhe emprestaram uma coisa que ele nunca vai pagar. Se continuarmos a insistir que a Grécia pague tudo o que pediu isto estrangula o país, que não produz nada, e também não paga nada. É uma perda para todos. A solução é substituir esta dívida por outra mais baixa – a dívida é inferior, o credor perde uma pipa de massa porque emprestou 100 e só recebe 50, mas essa dívida já é sustentável e vai ser paga. É para aí que a Grécia está a ir: a questão é saber se isto é feito de uma forma ordenada, arbitrada por uma terceira entidade, neste caso a Comissão Europeia, que o faça de maneira que haja acordo [entre Grécia e credores], ou se isto é feito em zanga e rebenta com tudo. Perdem os credores, que não recebem, e perde a Grécia, que perde acesso aos mercados. Temos na história centenas de falências de países que correram bem e mal. A maior parte correu mal.

Dê-nos exemplos.
Já aconteceram histórias em que os países foram vendidos a patacas. A Terra Nova foi entregue ao Canadá por falência. Era um país independente e tinha o segundo parlamento mais antigo da Commonwealth. Estava endividado à Grã-Bretanha, que suspendeu a democracia e arbitrou uma venda ao Canadá. A Terra Nova neste momento é parte do Canadá porque faliu nos anos 30. Temos outros casos, como a diplomacia da canhoeira no Egipto. O Egipto endividou-se à Grã-Bretanha, que levou para lá os canhões, cobrou os impostos e veio embora quando aquilo estava pago. Hoje já não é possível uma coisa dessas.

Isso é o que a Europa está a fazer na Grécia, mas sem armas. Já enviaram técnicos para cobrar os impostos aos gregos…
Acaba por ser. Esse é o ponto. As soluções são muitas. Um caso bem sucedido foi o dos planos Brady. Nos anos 80 os países do terceiro mundo estavam completamente endividados e os EUA arbitraram uma substituição de dívida entre os bancos, a maior parte deles americanos e europeus. As dívidas foram substituídas por uns títulos com a garantia do Tesouro norte-americano, inferiores à divida. Mas depois eles pagaram, tirando o Equador, tanto quanto sei. Os países já não tinham tanta dívida e voltaram ao crescimento.

Em Portugal pode haver a hipótese de restruturar?
Acho que Portugal tem hipóteses disso.

É surpreendente ouvi-lo falar de reestruturação. Há um ano admitira isso?
Há dois anos disse que o FMI devia ser chamado, ainda ninguém sonhava isso. Estou convencido, embora sem prova, que ainda podíamos ter safo a nossa situação sem ter pedido ajuda. Mas tivemos algo que mais ninguém teve que foram dois anos e meio de negação. Dois meses e meio depois da falência do Lehman Brothers, a 14 de Outubro de 2008, a Irlanda apresentou um Orçamento do Estado que baixava os salários dos funcionários públicos, incluindo o do primeiro-ministro. No mesmo dia Portugal apresentou um Orçamento do Estado para 2009 em que fazia a maior subida dos salários dos funcionários públicos desde 1980. O ano de 2009 é um ano em que houve uma queda do produto de 2,5% e uma subida dos salários reais no país de 5%. Comparado com isto só 1975 com Vasco Gonçalves: a economia a cair e os salários a subirem. É de loucos. Portanto em 2009 disse que era preciso pedir ajuda. Agora começo a dizer que provavelmente é preciso reestruturação. Mas ainda não estou mesmo convencido que seja precisa a reestruturação. É preciso dizer que estamos envolvidos em dois jogos: um nosso, outro a Europa. Temos de ganhar os jogos todos para sermos repescados e não dependermos só de nós. Se fizermos isto tudo certinho podemos voltar a ser o bom aluno europeu, a surpresa inesperada. Temos uma nesga. Dito isto, a maior parte do horizonte é uma reestruturação. Não é o fim do mundo, mas cria ondas [negativas] de reputação, e em finanças tudo é reputação e confiança.

É visível que no espaço da direita liberal tem havido uma aproximação a posições e diagnósticos defendidos por economistas da esquerda. Tem sido assim com as agências de rating, sobretudo depois do corte feito pela Moody’s, depois com a ideia de uma solução europeia e com a reestruturação, que era tema tabu. Há incoerência intelectual da direita ou é análise em resposta à realidade?
A direita é aquela que acha que os mercados são óptimos e funcionam bem. E a esquerda é aquela que acha que funcionam mal e que temos de os substituir. De facto, o que acontece é que os mercados são excelentes e têm enormes defeitos. O exemplo que dou sempre é o do avião. O avião voa. E às vezes cai. As carroças não caem. A malta que vê cair os aviões fica horrorizada porque morre imensa gente. Mas não estão a pensar voltar a andar de carroça. Os da esquerda são aqueles que querem voltar a andar de carroça e que quando vêem o avião a cair dizem “eu bem disse que isto é uma coisa horrível que funciona mal”. Os outros ficaram horrorizados porque partiram do princípio de que os aviões nunca caem. Estamos numa situação em que estão a mostrar-se os defeitos que sempre existiram – e que nem sequer são raros. Os keynesianos e os de esquerda andam todos contentes. Só os liberais acéfalos que acharam que o mercado estava sempre a funcionar bem e que quanto mais mercado melhor, que nunca perceberam que é preciso ter um equilíbrio entre o mercado e o Estado, é que estão envergonhadíssimos. E depois fazem esta coisa completamente idiota que é renegarem o que andaram a dizer.

Como no caso das agências de rating?
Estas parvoíces que andam a dizer acerca das agências de rating são monstruosas. É chatear o árbitro. Ninguém disse que a Moody’s não tinha razão. Porquê? Porque a Moody’s não só tem razão, como está a dizer aquilo que os da esquerda andam a dizer: que Portugal não vai conseguir pagar a dívida. Por exemplo, na véspera de a Moody’s ter dito o que disse, o Dr. Silva Lopes disse exactamente o mesmo. No sábado seguinte o “Expresso” louvou o Dr. Silva Lopes e condenou a Moody’s, o que é uma coisa extraordinária. Ninguém diz que a Moody’s está errada. Dizem que a Moody’s não devia ter dito o que disse ou que não devia sequer existir.

E as reacções no sentido de se criar uma agência europeia, também lhe parecem descabidas nesta altura?
Depois querem fazer uma coisa extraordinária que é uma agência europeia. Das duas uma: ou é justa e diz a mesma coisa que Moody’s, obrigadinho não é preciso, ou vai passar a ser muito simpática e ninguém empresta à Europa porque ninguém acredita. Estamos a brincar.

Ficou surpreendido com o facto de o Presidente da República ter entrado nesta onda de indignação?
Tive pena que ele tivesse entrado. O Professor Cavaco Silva é um excelente economista e um grande político. Admiro-o extraordinariamente. E quando vejo coisas destas, e já não é a primeira vez, vejo aí uma questão política que ele tem que fazer. Ele é o Presidente da República. Foi meu professor, acompanho a carreira dele há muito tempo e aconteceu--me várias vezes isto: achar que ele está a dizer uma coisa que eu acho que ele sabe que não pode ser dito assim, mas que se ele dissesse como eu acho que as coisas são teria consequências políticas gravíssimas, porque ele está a representar o país.

Mas o Presidente da República não pode dizer que o corte é justo?
Se ele disser que o corte é justo primeiro cai-lhe tudo em cima e depois vai haver mais cortes porque as outras vão depois cortar.

Mas ele não está a alimentar a ilusão de que a culpa é das agências?
Bem, ele nunca disse que a culpa era das agências de rating. Também é preciso dizer que a avaliação da Moody’s é uma avaliação contestável, como todas as avaliações de risco. Não concordo com o que disse o Dr. Silva Lopes e a Moody’s. Acho que não estamos assim tão mal. Nesse sentido concordo mais com a Fitch e a S&P, que mantiveram o seu rating acima de lixo. Mas o Prof. Cavaco Silva não faltou ao respeito, não entrou por essas coisas. Diria que ele fez o que é politicamente mais razoável: bateu na Moody’s, que tem costas largas e pele dura (está habituada a isso, é para isso que as agências de rating servem), poupando a imagem do país, que é o que neste momento é mais fraco e aquilo que ele tem de defender. Acho que é compreensível. 

20 julho 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Ser católico na política

Ser católica na política
Soa-me sempre um pouco estranho quando me perguntam como é ser católico na política. Fico a pensar em que particularidade haverá quando comparado com ser católico no trabalho em geral ou em casa ou com os amigos ou com as pessoas com quem casualmente nos cruzamos na vida. É diferente?
“Ser católico” contém a resposta em si mesmo: é-se católico, não se está católico num momento ou numa condição, é-se ou procura-se ser em todos os momentos e em todas as circunstâncias. E por isso só sei responder o que é para mim ser católica ou, dito de outro modo, como me sinto católica. E aqui, na política, como na Faculdade ou na advocacia ou em qualquer lado, para mim ser católica é procurar sempre pôr a render ao serviço dos outros os talentos que Deus me deu e através desse serviço, desse acolhimento, dessa atenção e preocupação, sentir o Seu perfume e viver o Seu amor. 
Não me sinto especificamente “católica na política”, procuro ser católica, da mesma maneira, em todo o lado, mas sei que estou na política porque sou católica.
 
Assunção Cristas
In Observatório da Cultura, n.º 14 (Novembro 2010)
06 julho 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Querem mais do mesmo?


NÃO VOTEM PS!

Lembrem-se do passado:

  • Desemprego de 6,6% para 12,4% (650.000 desempregados)
  • Legalização do aborto
  • Dívida pública de 56% para 100% (€200.000.000.000)
  • SCUT que afinal têm que se pagar
  • TGV
  • IVA de 19% para 23%
  • Fecho de maternidades e cortes na saúde
  • Corte ao financiamento dos colégios
  • Dívida externa de 167% para 230%
  • Avaliação dos professores
  • Legalização do casamento homossexual
  • Nomeações polémicas de gestores públicos
  • Freeport
  • Novas Oportunidades
  • Congelamento das pensões
  • ...

Querem continuar assim?

Ou preferem dar um pontapé no Socras e sair do fundo do poço?

04 junho 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Faça-se justiça na praça pública

29 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Agora sim: POR FAVOR, NÃO VOTEM NO SÓCRATES!

Depois do debate político entre Passos Coelho e Sócrates, ficou mais uma vez provada a incompetência política do Partido Socialista e do seu líder. Da próxima vez, é melhor vir com o trabalho de casa mais bem feito e estudado:

1º. José Sócrates critica as medidas dos outros mas vem de mãos vazias de propostas. É fácil acusar os outros de só dizer mal do país, difícil é assumir responsabilidades e mostrar novas alternativas. Sócrates aproveita as propostas do Partido Social Democrata para lançar críticas ao seu líder, mas não mostra o que o Partido Socialista pensa sobre esses assuntos. Para quem esteve atento ao debate, percebeu facilmente que o PS está esgotado de ideias, o seu programa não traz nada de novo. Isto significa que quem der votos ao PS, das duas uma: ou é burro e deixa-se iludir muito facilmente, ou tem um sério problema em perceber a língua portuguesa. É tudo muito simples: as medidas do Partido Socialista para sair da crise são as mesmas dos últimos dois mandatos, e está à vista de qualquer um que não foram efectivas para combater a crise, não deram qualquer resultado. Significa, portanto, que dar o voto ao PS é conduzir o país para mais do mesmo, quando o país necessita urgentemente de uma mudança de estratégia.

2º. Na mente de José Sócrates, a crise económica portuguesa desculpa-se pelo facto de que todos os países da União Europeia também estão em crise económica. Nada tem a ver, portanto, com a política das grandes obras públicas, da canalização do crédito dos bancos portugueses para comprar títulos de dívida pública, das variadas e erróneas execuções orçamentais onde se cortou onde não era devido (deduções fiscais, pensões, rendimento social de inserção) e se financiou o que não era suposto (construção de troços do TGV)...

3º. Ainda defende a credibilidade do seu governo em matéria de economia. Ora, este foi o governo em que: num espaço de dois anos foi preciso propor três Programas de Estabilidade e Crescimento para tentar consolidar a execução orçamental e nunca foram suficientes, senão não haveria o PEC IV, uma revisão e correcção dos anteriores; que quando se veio a descobrir o verdadeiro valor do défice orçamental, soube-se que não era de 6,8% como anunciado, mas quase 10%; que propôs a construção de auto-estradas gratuitas e mais tarde veio a cobrar o seu uso; se defende com a promoção do crescimento económico, quando recusou a ajuda externa e para remediar canalizou o dinheiro do crédito dos bancos portugueses para comprar títulos da dívida pública, em vez de o usar para estimular o crescimento das empresas portuguesas e consequentemente a geração de emprego, o que causou a falência de muitas e consequentemente um aumento brutal do desemprego; argumenta que o défice foi agravado porque faltava incluir o buraco financeiro (só recentemente descoberto) que era o Banco Português de Negócios, só que na verdade era o BPN, o BPP, as Parcerias Público-Privadas, o TGV e as SCUT, o que só demonstra (como diria um professor) falta de estudo.

4º. Em matéria de saúde, Sócrates acusa Pedro Passos Coelho de querer acabar com o «SNS tendencialmente gratuito», mas esquece-se daquilo com que acabou no passado. Os eleitores do PS esquecem-se que foi o seu partido que fechou centenas de hospitais e maternidades! Isso não é restringir o acesso a cuidados de saúde? Utópico é aquele que pensa que o SNS não deve ser apoiado por entidades privadas, realista é aquele que sabe que o Estado não consegue financiar por si só um sistema de saúde universal e gratuito. Para isso servem os acordos do sistema de saúde público com entidades de financiamento privado: para melhor funcionamento dos cuidados de saúde públicos e mais fácil e equitativo acesso da população a estes.

5º. Sócrates reitera que nunca virou a cara ao país e que os partidos da oposição são os responsáveis por abrir uma crise política. Para começar, virou a cara ao país no momento em que se ausentou do debate sobre o PEC IV, e se há alguém responsável por abrir uma crise política, foi o Partido Socialista. Responsabilidade esta que deriva da intransigência ditatorial de quem quer a todo o custo implementar medidas de austeridade e afirma que não precisa da sua aprovação parlamentar, que tem toda a legitimidade para o fazer. Isto vindo de alguém que a toda a hora faz propaganda da sua imagem de líder inteiramente cooperativo com os interesses do país e dos partidos da oposição. Aqui a retórica que aprende em casa já não ajuda.

6º. Os inúmeros contra-sensos, ou se preferirem, contradições de José Sócrates. Desculpa a crise financeira portuguesa pela crise financeira dos outros países, mas depois diz que assume toda a responsabilidade pelo estado em que o país está. Disse que íamos ser o primeiro país a sair da crise, e por agora ela continua a agravar-se quando outros países já dela se recuperam. Disse que não íamos precisar da intervenção do FMI, e quando apresentou o PEC IV já tinha um pré-acordo de ajuda externa. Disse que nunca seria Primeiro-Ministro com o FMI, e candidata-se novamente a primeiro-ministro.

7º. O partido que se orgulha de defender o Estado Social é aquele que mais o destruiu. Cortou nas pensões; foi o primeiro governo a diminuir os salários da função pública; ambicionou acabar com o 13º mês de ordenado; aumentou o IVA de 19% para 23%; reduziu o número de dias úteis de férias dos funcionários públicos; aumentou a idade mínima da reforma; trouxe ao país a taxa de criminalidade mais alta de sempre; prometeu criar 150 mil postos de trabalho e agora temos 650 mil desempregados.

8º. Para terminar, e talvez o aspecto mais grave deste debate, o evidente desrespeito de José Sócrates pela Constituição e pelo Presidente da República. Após Cavaco Silva ter declarado que só daria posse a um governo de maioria absoluta, citando a lei da Constituição que permite ao Presidente da República intervir desta forma, Sócrates afirma que o partido que ganhar as eleições é aquele que deve formar governo, independentemente do resto. Se há uns tempos concordava que o Presidente da República devia ter uma magistratura activa, agora faz-se superior aos seus direitos e deveres, depois de ter ficado provado o descalabre que foi para o país permitir um governo sem maioria absoluta.

Quem votar no Partido Socialista, é como cego que não quer ver. Não votem em emblemas, não votem no que fala melhor, não votem de acordo com o que os vossos familiares votam. Leiam os programas eleitorais, vejam as campanhas, estejam atentos às intervenções políticas, recordem-se das medidas que gostaram que tivessem sido propostas e/ou implementadas. Votem num partido que mostre trabalho e mérito, que apresente uma política transparente.

E se continuam indecisos, votem em branco! Mas, por favor, NÃO VOTEM NO SÓCRATES!
20 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Porquê dizer não ao voto "útil" e votar CDS


15 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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O rosto da mentira


     Creio ser importante retirar alguns pontos de referência do debate político que se sucedeu esta Segunda-feira, para dar aos cidadãos algum sentido de voto e alguma coerência política.

     «Sondagens não ganham eleições», mas influenciam votos. O CDS-PP é uma alternativa válida de Direita, mas o eleitorado que se considera de Direita tem medo de votar nessa alternativa por estar a roubar votos ao maior partido da Oposição. Isto é uma tremenda irresponsabilidade, porque o direito de voto deve ser exercido em plena consciência dos ideais do seu partido político e não em função do medo de os outros partidos ganharem. Neste momento, o PSD já perdeu pontos percentuais nas sondagens, devido às suas incoerências, e isso está a reflectir-se negativamente no eleitorado do CDS-PP. Votar é um direito, mas também é uma responsabilidade. Tenham em conta que, se votarem no PSD e esse partido vier a governar, as consequências negativas do seu governo vão cair sobre as vossas cabeças. Dar o voto ao CDS-PP é dar lugares a esse partido no Parlamento, e isso é importante se queremos que as nossas ideias políticas pesem no governo.

     «Quem convida todos os partidos ao mesmo tempo para o governo é porque está à espera que nenhum aceite». É a prova de um partido que não assume identidade política, um Partido Socialista que não tem os ideais do socialismo, e de um partido que não demonstra confiança a nenhum líder de bancada parlamentar nem ao povo português, que o elegeu sem maioria absoluta.

     As duas teses de José Sócrates. «A dívida portuguesa subiu porque as outras subiram também». A dívida pública portuguesa subiu nestes últimos seis anos mais de 30 pontos, tendo sido esta subida superior em relação à Alemanha, Espanha, França, Itália, Eslovénia, Holanda, Áustria, Rep. Checa, Finlândia, Polónia, e por aí fora. Assim sendo, o Primeiro Ministro devia ter percebido que era perigoso estar a agravar a dívida portuguesa neste período quando grande parte da nossa dívida está no exterior, o país não poupa o suficiente e não apresentou crescimento económico significativo. «O Dr. Paulo Portas nunca apresentou propostas para combater a crise (...) nunca apresentou medidas para uma consolidação orçamental». Seguem-se então as propostas que têm vindo a ser defendidas: reavaliação das Parcerias Público-Privadas, suspensão e reavaliação das grandes obras públicas, aposta na exportação e na produção agrícola, maior apoio financeiro às PMEs.

     «O Dr. Paulo Portas votou contra as medidas do PEC e com isso abriu uma crise política, com isso empurrou o país para a ajuda externa. E depois subscreveu o acordo que fizemos com a Troika (...) O que é que o país ganhou com isso?». Em primeiro lugar, como ficou provado, as medidas do PEC nunca foram suficientes para combater a crise, caso contrário não haveria uma saga infindável de Programas de Estabilidade e Crescimento; isto porque ainda faltava avaliar o BPN, o BPP e as SCUTs. Em segundo lugar, se um partido não concorda com determinadas medidas, certamente não as vai aprovar, ou abster-se como alguém fez, e a isso se chama ter coerência. Por fim, mesmo que o acordo da Troika com Portugal seja idêntico ao PEC IV, que não é, pessoalmente sinto-me mais seguro se for a Europa a governar os dinheiros públicos e não o PS como o tem feito, com três relatórios de contas diferentes para agradar a gregos e a troianos e mostrar que está tudo bem quando não está; porque quando alguém de fora abre o livro, vemos o pano preto a enegrecer ainda mais.

     «A dívida pública atingiu 170 mil milhões de euros e quando o candidato José Sócrates chegou ao governo era de 84 mil milhões de euros (...) Os juros já custam ao contribuinte mais do que investimos em Educação. Temos 650 mil pessoas no desemprego, enquanto algumas PMEs não conseguem contratar pessoas. Temos em cada 100 jovens, 25 não têm posto de trabalho. Temos a segunda recessão em dois anos». Em matéria de Economia e Finanças, não há muito mais a acrescentar quanto ao desempenho do Governo.

     «José Sócrates não habita a mesma realidade que a esmagadora maioria dos portugueses, perdeu a noção do realismo há muito tempo». Disse que íamos ser o primeiro país a sair da crise, e por agora ela continua a agravar-se quando outros países já dela se recuperam; disse que não íamos precisar da intervenção do FMI, e quando apresentou o PEC IV já tinha um pré-acordo de ajuda externa; disse que nunca seria Primeiro-Ministro com o FMI, e candidata-se novamente nestas Eleições Legislativas; com o dinheiro que a Troika emprestou ao país, José Sócrates vai continuar a investir no TGV em vez de reconstituir o Estado Social.

     «O montante que estamos a pedir à União Europeia é praticamente igual ao valor que a dívida pública aumentou nestes últimos seis anos»

     Falemos dos dois submarinos, que aparentemente são a primeira e única pedra que os socialistas têm a atirar a Paulo Portas, sem sequer se lembrarem de quem partiu originalmente a ideia: «Em números, o TGV são 15 submarinos; a dívida das empresas públicas são 80 submarinos; as Parcerias Público-Privadas são 120 submarinos».


     «Os juros que nós pagaremos com o acordo externo, que se tornou inevitável pela irresponsabilidade do Governo, são juros de 3,5-4,5%, quando os juros que andávamos a pagar a algumas semanas atrás andavam a 6,5% no mercado primário e mais de 10% no mercado secundário». Percebem porque é que o acordo da Troika é mais vantajoso que outros PEC?

     Em relação ao congelamento das pensões previsto no PEC: «o Primeiro-Ministro não deu conta de que estava a congelar as pensões sociais, mínimas e rurais; depois perceberam e quiseram corrigir esta inacreditável injustiça, não de congelarem as pensões mas de retirarem poder de compra das inflacções, mas no texto definitivo do Ministro das Finanças continua a estar que vão poupar 340 milhões nestas pensões».

     A respeito de José Sócrates afirmar que o CDS-PP se manteve pelas caladas durante estes anos de Governo, segue-se a constatação dos factos: «Enquanto o Sr. dizia que a economia ia crescer, nós víamos a recessão a chegar; enquanto dizia que as contas estavam em dia, nós perguntávamos por valores que não se encontravam nas contas; enquanto dizia que o endividamento não era um problema, nós dizíamos que se ia transformar no maior problema do país e que ia sacrificar o próprio crescimento económico». Não restam quaisquer dúvidas sobre o activismo e intervenções políticas do CDS-PP; já o mesmo não é verdade quanto à competência de quem tirou uma licenciatura num Domingo e dos seus gabinetes. O pior de tudo é que José Sócrates é incapaz de reconhecer os seus próprios erros, é um mentiroso compulsivo, e continua a defender que o principal problema do país começou no dia em que se vetou o PEC IV.

     No dia do chumbo do PEC IV, José Sócrates declarou que não havia condições para governar porque a Oposição não apresentava medidas alternativas ao PEC, querendo somente derrubar o governo. Pois bem, as medidas alternativas ao PEC IV propostas pelo CDS-PP, são as seguintes: «reforma do IRS a nível do abono de família e deduções fiscais; créditos fiscais às PMEs que exportem, reinvistam e contratem trabalhadores; estimular o arrendamento de imóveis; redução da taxa social única numa percentagem que não crie um aumento do IVA; privatização das duas maiores empresas a nível de concorrência nos mercados dos combustíveis e da energia».

     Nestas eleições legislativas, o país precisa mais do que nunca que os cidadãos se consciencializem sobre as suas opções políticas. Leiam os programas dos partidos, se o tiverem que fazer, mas votem pelos ideais e não pela conversa. Lembrem-se de todas as mentiras, todos os erros de julgamento, todas as más políticas que o Primeiro-Ministro demissionário e actual candidato do Partido Socialista cometeu. Não podem argumentar que votam Sócrates por falta de alternativas, porque isso é burrice; mas também não podem dizer que votam Sócrates porque tem feito um bom trabalho e está a ser injustamente acusado, porque isso é ainda maior burrice. Este é o rosto da mentira, este é o responsável pelo estado em que o país está.

11 maio 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

Há uma espécie de devoção ao... teleponto



Caros militantes do Partido Socialista. Bem sei que não sabem que contas hão-de fazer à vossa vida com este acéfalo como vosso secretário-geral. Mas, em vez de interromperem o congresso e insultá-lo, podem pregar-lhe uma partida destas, que seria muito mais fácil e ainda mais divertido:


11 abril 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves

O congresso/comício da treta


     Para quem está minimamente atento à política dos dois últimos mandatos do Sócras, percebe que o seu discurso não muda. Continua a ser mesmo muito "ao lado" da realidade. O discurso do coitadinho, o discurso do mártir, o discurso do injustiçado que só quer fazer bem ao país.

     Era completamente evitável entrar numa crise política? Era, se o tivessem posto de lá para fora nas últimas legislativas. A maior parte dos eleitores do PS (e não digo socialistas, porque este PS não tem identidade política e, portanto, quem vota nele também não tem) não tem consciência de voto. Vota porque é moda criticar a Direita e atirar as culpas da crise para a Oposição. Há falta de clareza política na sociedade. Há falta de informação sobre os ideais dos partidos. O voto não é uma tradição a ser herdada da família, é um dever cívico e como tal deve ser exercido em plena consciência das consequências do acto. Votam PS mas não aprovam o Sócras? Muito simples, escolham outro partido que tenha ideias mais claras ou votem em branco.

     «Não estamos em tempo para ideias perigosas», concordo. E o TGV, era realmente necessário? A nossa economia depende assim tanto de um transporte público de alta velocidade para o qual a maioria das pessoas não vai ter possibilidades económicas para usufruir dele? Não será mais importante estimular uma economia de exportação e canalizar os fundos do Orçamento de Estado para o desenvolvimento da agricultura e o apoio às pequenas empresas? Ou até mesmo guardá-los para saldar a dívida externa.

     Já perdi a conta das vezes em que ouvi o Sócras a gabar-se da agenda com ideias claras do seu partido. Avaliação dos professores: modelo apresentado, muitas greves, modelo suspenso, modelo reavaliado, mais greves, modelo suspenso. SCUTs: construção de auto-estradas gratuitas, implementação de portagens, protesto geral e greves de camionistas, portagens suspensas, novo acordo de portagens, mais greves. Novo aeroporto de Lisboa: várias propostas de construção, construção suspensa. Medidas de austeridade: PEC 1, PEC 2, PEC 3, PEC 4 e, por fim, FMI. Liberalização do aborto: não é crime matar um bebé na barriga da mãe, mas, de acordo com a legislação em vigor, se um médico praticar negligência contra uma grávida, é julgado por matar dois seres humanos. Já chega, ou são precisas mais evidências?

     «Uma oposição irresponsável fez cair o Governo mas fez levantar o PS»? Ter-se-á enganado no discurso? Não será antes assim: «Uma oposição responsável segurou o Governo e derrubou o PS»? Acusa a Oposição de ser intransigente e não querer debater as medidas do PEC 4, acusa os outros partidos de empurrarem o país para a crise. Se a memória não me falha, foram apresentados cinco projectos de resolução do PEC 4 na reunião convocada para o debate do PEC, e onde estava o Sócras? Saiu no início do debate. Birra?
     Afirma que fez tudo para evitar a entrada do FMI em Portugal. Eis que senão eles já cá estavam! Aquela apresentação inesperada do PEC 4 em Bruxelas já vinha com água no bico, porque (como admitiu no congresso) já tinha acordado com o BCE e o FMI o pedido de ajuda externa no valor de 80 mil milhões de euros mediante a aprovação das medidas do PEC 4 nessa Cimeira.

     Cabeçalho da SIC Notícias: «Sócrates assume que Governo vai liderar negociações da ajuda externa com UE e FMI». Que acto heróico! Que mais esperariam os portugueses? É um Governo em gestão, mas continua a ser um Governo. Quem tem legitimidade para representar o país no exterior é o Governo, não a Oposição...

     Relatado na TVI 24, sobre este congresso, «o PS proibiu as câmaras de televisão de circularem à vontade na sala, o que lhes permite controlar os planos. (...) As únicas câmaras autorizadas a estar à frente são as da estrutura socialista». É pior que uma ditadura política, nem na cabeça de Hitler esta atitude era aceitável. 

     Felizmente, ainda há militantes do PS que reconhecem a vergonha de líder que o seu partido tem. É o caso de Rómulo Machado, que interrompeu o discurso do secretário-geral do partido, afirmando que «o primeiro-ministro que nos conduziu a esta situação e que conduziu Portugal a uma situação de bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela». Acrescentou ainda, e muito bem, que «o congresso não pode ser transformado num comício. Um congresso de um partido democrático deve ser sobretudo um momento alto de debate e confronto de ideias e não de aclamação de um líder».

     Até mete dó ver este congresso. Fazer festa, sabem eles fazer. Quando é para governar no dia a seguir, estão completamente gastos (de ideias).

10 abril 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Olh'ó bluff!



Sócrates já tinha acordado pedido de ajuda externa de 80 mil milhões de euros
quando apresentou PEC 4 em Bruxelas





     «O anúncio das medidas do PEC 4, no mesmo dia 11 de Março em que foi oficializado em Bruxelas, apanhou o país de surpresa. E deixou antever - pela forma como o primeiro-ministro marginalizou ostensivamente o PR e a Oposição do processo - que dificilmente o PEC 4 recolheria o imprescindível apoio maioritário na AR. E que estava próxima a abertura da crise política.
     Ciente de que a negociação do PEC 4 tinha implícito, num segundo momento, o pedido a Bruxelas da ajuda de 80 mil milhões de euros, Sócrates apostou tudo no bluff político e na estratégia de ruptura que permitisse culpabilizar a Oposição, e em especial o PSD, pela queda do Governo e pelo recurso à ajuda financeira da Europa.»


«O compromisso assumido pelo primeiro-ministro português com o Banco Central Europeu (BCE), a CE e o grupo Euro começou a ser negociado no final de Fevereiro e passou pelo encontro, a 2 de Março, em Berlim, de Sócrates e Teixeira dos Santos com a chanceler alemã Angela Merkel.»

     O coitadinho que alegadamente lutou todos os dias contra a necessidade de pedir ajuda ao FMI e que acusou todos os partidos da oposição de terem provocado uma crise política mostrou mais ares da sua mesquinhez e tirou este truque da manga. Afinal de contas, a apresentação do PEC 4 "às escondidas" de Portugal tinha água no bico, aliás, como todas as actuações do Sócras...

     Ainda acham mal o Parlamento ter inviabilizado o PEC 4?

09 abril 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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O socialismo acaba quando acaba o dinheiro... dos outros

«Hoje a irresponsabilidade triunfou sobre o sentido de Estado»

A partir do momento em que decide sair no início do debate parlamentar sobre o PEC, para quem falava tanto em intransigência da Oposição, mostrou com esta atitude presunçosa que realmente não tem nenhum sentido de Estado.

«Esta atitude de obstrução à acção do Governo não é de agora, mas, hoje, no Parlamento, a obstrução foi levada a um limite intolerável»

Não tem havido apresentação de propostas de alteração do PEC? Não foi isso que vi. Quer-me parecer que o intransigente é José Sócrates, que não aceitou qualquer mudança no PEC e depois vem dizer que esteve sempre disponível para negociar até ao último minuto, inclusive quando não está presente nos debates.

«A crise política só pode ser resolvida pela decisão soberana dos portugueses. Com a determinação de sempre e a mesma vontade de servir o meu país, irei submeter-me a essa decisão»

Os políticos representam os portugueses. Todos os políticos (à excepção dos boys) votaram indirectamente a sua saída, por isso a decisão dos portugueses é bem clara. Aliás, tem-se visto na carrada de manifestações dos últimos meses. Ou esses não são portugueses?

«Esta crise política era evitável.»

Sim, era evitável se tivesse saído há uns meses atrás, se o PEC III tivesse sido bloqueado, se o Governo cortasse nas grandes obras públicas em vez de cortar nos portugueses, se houvesse verdade e transparência nas intervenções sobre as contas do Estado...

«Hoje o país perdeu, não ganhou»

Pelos milhares de portugueses que aderiram à última manifestação do dia 12 de Março e exigiam em  uníssono a demissão de Sócrates, parece-me no mínimo duvidosa essa declaração... Qualquer político, por menos bom que venha a ser, será melhor que este escarro maçónico.







24 março 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Gerações à rasca


      Um protesto da juventude iniciado por quatro jovens no Facebook rapidamente se transformou num protesto de milhares de cidadãos que saíram à rua em onze cidades do país. Não foi uma "geração à rasca" que se manifestou em Portugal, foram todas as gerações, porque todos estamos à rasca! 280.000 portugueses uniram-se, independentemente da sua ideologia político-partidária, e gritaram, lutaram, protestaram contra o seu inimigo comum, o monstro que se apoderou do poder, que deturpou a democracia, que humilhou e humilha todos os dias os portugueses: o escarro maçónico José Sócrates. E essa luta foi ouvida em Espanha, em França, nos EUA, na Rússia, na China e na Austrália.
     Antigamente, o ensino superior não era acessível a todos, e muito isso era contestado. Quiseram melhorar a acessibilidade ao ensino superior e abriram mais vagas e novos cursos. Para quê? Os estudantes pagam €1.000 de propinas anuais, e as bolsas de estudo nem sempre são o suficiente para o sustento de alguns, para chegar ao fim do curso e terem tantas oportunidades de trabalho como uma pessoa sem curso. Veio Bolonha diminuir os anos de curso e, alegadamente, melhorar a qualidade do ensino, mas o resultado é mais desemprego para novos "mestres integrados" e licenciados de 3 anos. É o degredo do Ensino: os pais, avós, tios, sustentarem-nos e pagarem-nos um curso para que tenhamos sucesso no mercado de trabalho, mas no fim terão de continuar a sustentar-nos.
     Pensões tão insignificantes que até dói pensar como é que essas pessoas sobrevivem nos dias que correm, com tantos descontos sociais e um custo de vida elevadíssimo. Falta de protecção aos trabalhadores, muitos deles que continuam eternamente a viver de recibos verdes, sem direitos equiparáveis aos contratados dos quadros públicos. Segundo o INE, o desemprego na faixa etária abaixo dos 35 anos corresponde actualmente a metade dos 619 mil desempregados em Portugal, e a este número podemos juntar outros milhares em precariedade: "quinhentos-euristas" e outros mal remunerados, falsos trabalhadores independentes, estagiários, bolseiros e trabalhadores-estudantes. Continuam a aumentar os impostos, continuamos a pagar e a ser espremidos até ao ridículo. Dizem que a população está a envelhecer, mas onde está o estímulo à natalidade? Onde está o apoio social?
     Foi admirável observar a mobilização tremenda das pessoas, unidas por um objectivo em comum: MUDAR PORTUGAL. O nosso país está completamente desacreditado, o sistema político está corrompido até ao tutano, o povo português já foi sacrificado mais do que seria humanamente possível. As pessoas querem sair de Portugal, querem procurar outra qualidade de vida lá fora. Contudo, a grande concentração populacional que se fez ver hoje nos quatro cantos do país demonstrou que nós ainda acreditamos em Portugal, que temos que lutar por um Portugal melhor! Chega de PECs, chega de mentiras e promessas vãs, porque se pedem sacrifícios a uns têm que os fazer todos, e se usam a sua palavra têm que a honrar. Os portugueses exigem uma mudança urgente na maneira de governar, exigem a demissão imediata de José Sócrates. Foi um grito de patriotismo que povoou o nosso país hoje! Não vamos para fora, não queremos ir para fora, queremos o melhor para Portugal e para os portugueses! Queremos o fim da era socretina e reaver a dignidade que nos foi roubada!
     Hoje foi o primeiro passo da luta dos jovens contra o monstro. Não protestamos contra as outras gerações, apenas não estamos à espera que os problemas se resolvam sozinhos: protestamos contra uma solução e queremos ser parte dela. Esta "Geração à rasca" é a esperança do nosso país! Parabéns a todos nós que saímos à rua para dar vida a este movimento, hoje todos fomos protagonistas da vontade de mudar Portugal. Sejam patriotas e acreditem em Portugal!

Os discursos da "Geração à Rasca" aqui (a partir do minuto 1:45) e aqui (a partir do minuto 00:37)

12 março 2011
Posted by Nuno T. Menezes Gonçalves
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Em mãos

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