'Retrato do Artista Quando Jovem', James Joyce
Mais do que uma obra com algum cariz autobiográfico, este livro relata a trajectória de um homem em busca do conhecimento interno de si mesmo. Joyce narra o processo de amadurecimento de Stephen Dedalus, o jovem protagonista deste romance, desde os tempos em que frequentava o colégio de Jesuítas até à idade adulta. Um jovem inteligente e brilhante, que os Jesuítas tentam conduzir para os seus quadros. E o amadurecimento começa aqui, em conflitos pessoais, sobretudo religiosos, mas abrindo o leque de discussões à política, família, homossexualidade, sociedade, estética...
A difícil passagem da adolescência à maturidade, a procura do sentido da vida e da arte, a emergência do indivíduo frente à sociedade, o carácter aleatório e quase sempre desconcertante da vida são as grandes discussões que acompanham o fio condutor desta obra de uma ponta à outra.
«Se um laico, no decurso de um baptismo, asperge a criança antes de pronunciar as palavras rituais, estará a criança baptizada? Será válido o baptismo com água mineral? Como pode acontecer que, a primeira bem-aventurança prometendo o reino dos céus aos pobres de espírito, a segunda promete aos humildes que também possuirão a terra? Porque foi o sacramento da Eucaristia instituído sob as duas espécies de pão e vinho, se Jesus Cristo estava presente em corpo e em sangue, em alma e em divindade, apenas no pão ou apenas no sangue? Uma parcela mínima de pão consagrado conterá todo o corpo e sangue de Jesus Cristo, ou apenas uma parte do corpo e do sangue? Se o vinho se transforma em vinagre e a hóstia se corrompe e decompõe, estará Jesus Cristo sempre presente nas suas espécies como Deus e como homem?»
«Encostou a cara ao vidro da janela e ficou a olhar para fora, para a rua cada vez mais escura. Formas passavam nesta e naquela direcção por entre a luz opaca. E isso era a vida.»
«A garganta ardia-lhe com vontade de gritar alto, de atirar o grito do falcão ou da águia, planando, anunciar com um grito arrebatador a sua libertação nos ventos do largo. Era esse o apelo que a vida dirigia à sua alma e não a monótona e grosseira voz do mundo dos deveres e das desesperanças, não a voz inumana que o convidara outrora para o serviço incolor do altar. Um único instante de selvagem voo bastara para o libertar e o grito de triunfo que os seus lábios tinham retido retumbou no seu cérebro fazendo-o estalar.»
«O objectivo do artista é a criação do belo; quanto a saber o que é belo, é outra questão.»
«Três coisas são necessárias à beleza: inteireza, harmonia, claridade.»
«Talvez a sua vida não fosse mais do que um rosário de horas, uma existência simples e estranha como a de um pássaro, alegre de manhã, activa ao longo do dia, cansada ao pôr do Sol? Um coração simples e voluntarioso como o coração de um pássaro?
Maçonaria: a sombra do Governo
1 - Há informações que as pessoas deviam ter, mas que, pela sua própria natureza, são difíceis de transmitir. É o caso das seitas secretas, em particular, da Maçonaria.
Justamente porque são secretas, não são noticiadas na comunicação social, ou melhor, quando os jornais delas falam, raramente conseguem identificar os seus membros, porque é impossível apresentar provas inequívocas.
Somos jornalistas que temos informação relevante sobre essa matéria, mas que, por razões óbvias, não a podemos divulgar pelos meios tradicionais e no exercício normal da nossa profissão.
Apesar de todos os perigos a ela inerentes, a internet permite hoje dar algumas informações às pessoas que a comunicação social clássica não consegue.
Enquanto jornalistas, o mais que podemos fazer pelos "leitores", é informá-los por esta via e não desperdiçar o fruto do nosso trabalho e do nosso conhecimento.
2 - No início do século passado, a Maçonaria teve um papel relevante em termos ideológicos. Hoje, em Portugal não passa de uma seita secreta que apenas existe para conseguir promover e defender quem a ela pertence.
É gente que, a coberto desse secretismo, giza estratégias de acesso ao poder e de defesa e proteção dos seus membros, agredindo, sem pudor, o interesse público.
É gente que, a coberto desse secretismo, giza estratégias de acesso ao poder e de defesa e proteção dos seus membros, agredindo, sem pudor, o interesse público.
3 - Desde que Passos Coelho subiu à liderança do PSD, a maçonaria começou a tomar conta do partido. Sabemos hoje, que os principais elementos que o rodeiam pertencem a essa seita.
O principal é o secretário-geral Miguel Relvas, cabeça de lista por Santarém. É ele, destacadamente, o principal obreiro da estratégia maçónica de assalto a este partido político.
O principal é o secretário-geral Miguel Relvas, cabeça de lista por Santarém. É ele, destacadamente, o principal obreiro da estratégia maçónica de assalto a este partido político.
A súbita presença de Fernando Nobre no PSD tem justamente a ver com o facto de ele também ser da seita e com a solidariedade maçónica que deve prevalecer sobre tudo o mais.
Carlos Abreu Amorim, que já foi da extrema-direita, do CDS, do PND (Manuel Monteiro) e agora do PSD, em boa verdade nunca foi de nenhum deles, é um peso pesado da maçonaria. Por isso, entrou inesperadamente (?) na lista de Viana.
Feliciano Barreiras Duarte, chefe de gabinete de Passos Coelho, e agora Secretário de Estado, é igualmente da seita e, por isso, é também deputado, voltando à Assembleia da República onde, há anos, já não estava.
Marco António Costa, Vice-presidente do PSD nacional e Presidente da distrital do Porto, é outro dos mais ativos maçons. No Porto pode-se ainda contar com Paulo Morais e com Ricardo Almeida, entretanto estrategicamente colocado na Câmara de Gaia.
O leitor já se questionou por que é que, por exemplo, Carlos Abreu Amorim, Gomes Fernandes (PS) e Paulo Morais, têm tanta penetração no JN? - Porque o pivô maçónico dentro desse jornal faz o seu trabalho - e que, admitimos, possa ser o próprio diretor José Leite Pereira.
Carlos Carreiras, Presidente da distrital de Lisboa e da Câmara de Cascais, é outro dos pivôs da seita no partido laranja.
Jorge Moreira da Silva, também Vice-presidente do PSD nacional e assessor de Cavaco Silva, e outros deputados como, por exemplo, Emídio Guerreiro ou António Rodrigues também reforçam a equipa.
Pedro Marques Lopes que, no Eixo do Mal (SIC Noticias) dá a cara pelo PSD de Passos Coelho (em tempos tantas vezes esteve contra Manuela Ferreira leite), é outro dos elementos com uma função a cumprir na estratégia de assalto da maçonaria ao PSD.
4 - A nossa investigação ainda não consegue saber com toda a certeza o trajeto de cada um dos novos elementos "independentes", que ninguém conhece e que este "novo" Partido Social Democrata está a apresentar, mas, para nós, é seguro que muitos deles vão para o Parlamento (e /ou para o Governo) no âmbito do assalto maçónico.
5 - É este o estado em que Portugal se encontra. O partido do Governo está dominado, não pelos seus ingénuos militantes, mas por esta gente que se prepara para se servir do poder em benefício duma seita que o cidadão comum desconhece em absoluto.
6 - Esta denúncia por e-mail é o máximo que está ao nosso alcance fazer no sentido de dar a conhecer aos cidadãos o que sabemos mas não podemos noticiar da forma clássica.
Quando a Política se mete na Justiça...
O Sol é um jornal que não pára...
Como duvidar da influência de Sócrates no negócio PT/TVI? O próprio juiz do Supremo Tribunal diz que as escutas em questão lhe dão vontade de rir!
Pelo menos uma coisa fica provada: o abuso de poderes atribuídos a Pinto Monteiro enquanto Procurador-Geral da República. E a ministra Paula Teixeira da Cruz bem tem avisado quanto a esse facto.
Como duvidar da influência de Sócrates no negócio PT/TVI? O próprio juiz do Supremo Tribunal diz que as escutas em questão lhe dão vontade de rir!
Pelo menos uma coisa fica provada: o abuso de poderes atribuídos a Pinto Monteiro enquanto Procurador-Geral da República. E a ministra Paula Teixeira da Cruz bem tem avisado quanto a esse facto.
Tendências
Façamos arte pela arte, noutro sentido que o velho, não esperando que nos vejam, sabendo, até, que não nos verão. Pensemos, sonhemos. Assim poderemos trabalhar calmos e cuidadosos, pois o que criarmos se não destina a hoje ou a amanhã, mas tem o instinto da perfeição do que não é destinado a ninguém, na divina calma de não ter um fim. Talvez outras gerações o conheçam, e talvez não o conheçam nem nos conheçam também, e, de qualquer modo, não importa.
Porque é bela a arte? Todos os caminhos são para ir de um ponto para o outro. Quem nos dera o caminho feito de um lugar donde ninguém parte para um lugar para onde ninguém vai!
Simple things
Sugestões de verbas da despesa pública perfeitamente passíveis
de serem cortadas do Orçamento de Estado:
Acabar com o
"aborto gratuito" no Serviço Nacional de Saúde: no referendo, o povo
português só aprovou a despenalização do aborto, não a promoção do aborto
através de subsídios políticos;
Acabar com a atribuição
do "subsídio de maternidade" e a licença de 30 dias para as mulheres
que abortam uma ou até várias vezes por ano;
Acabar com o subsídio
de viagem e alojamento dado a mulheres das regiões autónomas que vêm abortar a
Lisboa.
Em vez de se cortarem os subsídios de férias e de Natal, é muito
mais lógico e ético impedir que o dinheiro dos portugueses seja usado para
matar gerações futuras.
Simples!
'D. Quixote de la Mancha', Miguel de Cervantes
A história de Dom Quixote de la Mancha pode bem começar com uma citação sua: «Não tenho medo de nada nem de ninguém e muito menos de dois leões que não passam de fracos gatinhos». Também apelidado de Cavaleiro da Triste Figura, por ter perdido grande parte dos seus dentes numa peculiar aventura e pelo seu ar escanzelado e esguio, o nosso herói é nada mais nada menos que um valente louco com virtudes inúmeras.
O pacato Alonso Quixano, de tantos livros da Cavalaria Andante ter lido, um belo dia quase exigiu que fosse ordenado cavaleiro andante e transformou-se no ilustre D. Quixote de la Mancha. Em virtude do título ganho, rumou cavalgando a terras espanholas, no seu cavalo Rocinante, em busca de ressuscitar a perdida Ordem da Cavalaria Andante e de honrar a sua donzela Dulcineia de Tolboso com as suas fartas façanhas e conquistas, sempre acompanhado do seu fiel escudeiro Sancho Pança.
Herói de comportamento irretorquível, de amores infinitos, de coragem inabalável, com pureza de consciência, católico inabalável, de uma enorme fidalguia e, não obstante todas estas qualidades, com a sua veia de loucura. Exemplos dessa loucura são a aventura dos moinhos de vento que foram tomados como gigantes perversos, do enorme rebanho de ovelhas considerado como um imenso exército inimigo e da bacia do barbeiro que foi vista como o fabuloso elmo de Mambrino.
A obra de Miguel de Cervantes foi talvez o primeiro verdadeiro romance da literatura universal. E que este prémio, por assim dizer, não seja algo que assuste os leitores... muito pelo contrário! Apesar da linguagem arcaica, é um livro relativamente acessível e repleto de ensinamentos e moral, para não falar do entretenimento constante que proporciona ao leitor. Pelas inúmeras aventuras do insigne D. Quixote de la Mancha, lê-lo é honrar o seu espírito puro e excêntrico, eterno protesto da louca razão!



